Suspeito de estuprar crianças tinha dentes infantis guardados em casa

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DO REPÓRTERMT

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) confirmou que os dentes encontrados na casa de um homem investigado por estupro de vulnerável são humanos e pertencem a crianças com idades estimadas entre 5 e 12 anos.

Ao menos dez dentes estavam guardados dentro de uma caixa na residência de João Carlos dos Santos, de 58 anos, preso no dia 22 de julho, em São Sebastião, no Distrito Federal. Ele é acusado de estuprar duas crianças que frequentavam o imóvel.

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O resultado representa um novo e perturbador desdobramento da investigação. Quando o material foi apreendido, havia apenas a suspeita de que se tratava de dentes infantis. Agora, a análise confirmou que os dentes são de crianças.

A perícia ainda busca descobrir se o material pertence a uma única criança ou a várias, além de tentar identificar o sexo e estabelecer eventual ligação com as vítimas dos abusos. Portanto, ainda não é possível afirmar que os dentes foram retirados das crianças que denunciaram o investigado.

Questionado pela polícia, João Carlos afirmou que não se lembrava da procedência dos dentes e alegou desconhecer como o material foi parar em sua casa.

No imóvel, os agentes também encontraram brinquedos, gibis, lápis de cor, preservativos e cinco aparelhos celulares. Segundo a investigação, o suspeito utilizava lanches e objetos infantis para atrair crianças até a residência, localizada no bairro São Bartolomeu.

A investigação começou depois que um familiar procurou a polícia e relatou os possíveis abusos. As crianças também revelaram a violência separadamente: uma delas falou com um professor, enquanto a outra contou o ocorrido a um líder religioso.

Durante o interrogatório, João Carlos admitiu que mantinha proximidade com as crianças e que as recebia frequentemente em casa, mas negou ter praticado crimes sexuais.

O homem já havia sido acusado anteriormente de aliciar menores. Em 2019, um adolescente que tinha 13 anos relatou que foi convidado para assistir a filmes e jogar videogame na residência do investigado. Após a prisão e a divulgação da imagem do suspeito, outras famílias também procuraram a polícia.

A PCDF continua apurando a origem dos dentes e se o material pode revelar a existência de outras vítimas.

FONTE : ReporterMT