Quem são os pesquisadores (de esquerda) que querem formar a “Bancada da Ciência”

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Em julho de 2019, o ex-presidente Jair Bolsonaro bateu de frente com o físico Ricardo Galvão, então diretor do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). A briga começou por causa da divulgação de dados sobre o desmatamento na Amazônia: os números indicavam uma alta de quase 90% em relação ao mesmo período de 2018, o primeiro ano do governo de Bolsonaro.

O presidente não engoliu. Chamou os índices de “mentirosos” e questionou se Galvão não estava “a serviço de alguma ONG”. Em resposta, o físico afirmou que Bolsonaro falava como se estivesse numa “conversa de botequim” e classificou suas acusações de “covardes”. Ele foi exonerado semanas depois.

Fora do governo, Ricardo Galvão voltou a lecionar na USP e virou uma espécie de herói da resistência para boa parte da comunidade científica. Mas hoje ele é mais do que isso: seu nome puxa uma renca de candidatos que tentam formar uma autointitulada “Bancada da Ciência” no Congresso a partir do próximo ano.

Junto com Galvão estão figuras como Nísia Trindade (ex-ministra da Saúde de Lula), Márcia Abrahão (ex-reitora da UnB), Tatiana Roque (matemática da UFRJ). Wilson Cabral de Sousa Júnior (engenheiro do ITA) e Luciana Gatti (climatologista do Inpe).