ANA JÁCOMO
DO REPÓRTERMT
Candidato à reeleição, o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) virou a artilharia pesada contra seu adversário no pleito, o senador Wellington Fagundes (PL), e resgatou fantasmas do passado após Wellington falar o jargão “fazimento”, usado por Pivetta, para ironizar a Operação Heritage que atingiu aliados de primeira hora do governador. Wellington disse que Pivetta é o governo do “fazimento de coisa errada”.
Em reação, Pivetta relembrou que, o ex-governador Silval Barbosa (PMDB) fez acordo de delação premiada, que foi homologado em 2017, e entregou Wellington Fagundes e outros políticos, de receberam parte do dinheiro desviado das obras de infraestrutura, por meio do programa MT Integrado. Sem meias palavras, o governador afirmou que o grupo do adversário busca retornar ao comando da máquina pública.
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“O Silval delatou o Cinésio [chefe de gabinete de Wellington] e delatou o WF também. Falou certinho a roubalheira que eles faziam. Eles querem voltar à cena do crime, estão com saudade do que eles faziam na Sinfra“, disparou Pivetta, fazendo referência ao ex-secretário estadual de Infraestrutura Cinésio Nunes Oliveira, indicado por Fagundes ao cargo na época que hoje atua em seu gabinete.
O programa MT Integrado, lançado em 2013 com a promessa de aplicar R$ 1,5 bilhão na pavimentação de 2 mil quilômetros de rodovias estaduais, converteu-se no epicentro de um esquema bilionário de desvios e fraudes em licitações.
Segundo as investigações da Procuradoria-Geral da República (PGR) e do Ministério Público, o programa funcionava à base de propinas pagas por empreiteiras em troca de liberação de contratos e medições.
A suposta ligação de Wellington Fagundes com o esquema passava diretamente pela gestão da extinta Secretaria de Estado de Transporte e Pavimentação Urbana (Setpu), atual Sinfra-MT.
RepórterMT
Governador concedeu coletiva de imprensa nessa sexta-feira (14).
O ex-governador Silval relatou ter sofrido pressões do parlamentar para o pagamento de vantagens indevidas, autorizando o então secretário Cinésio Nunes a repassar percentuais dos contratos firmados com construtoras para alimentar acordos políticos.
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“Esse senhor falar de mim, é preciso que ele repense a minha trajetória comparada com a dele. É de um trabalhador que começou com 15 anos, que fez uma trajetória de resultado e que enveredei para a política com a vida feita para servir o povo. Diferente dele, que se formou agrônomo, foi para a política, formou veterinário, nunca atuou empresariamente e só fez negócio na política a vida toda.”
Pivetta também mirou a destinação de emendas, questionando a efetividade dos recursos administrados por Wellington ao longo de décadas, incluindo sua influência histórica sobre órgãos como o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes).
“Nos últimos 10 anos, 12 anos que ele é senador, ele distribuiu mais de R$ 1,5 bilhão de emendas. Procure saber onde estão as emendas dele. Esse valor daria para fazer quatro vezes um Hospital Central. Tem algum hospital que ele fez? Aonde está esse bilhão dos últimos 12 anos? Durante a campanha, nós vamos mostrar onde ele botou essas emendas. É um negociador de emenda voraz, essa é a profissão dele“, disparou Pivetta.
A Operação Heritage foi deflagrada pela Polícia Federal para investigar um acordo de R$ 308 milhões entre o Governo de Mato Grosso e a empresa OI. A denúncia tem como um dos alvos o ex-governador Mauro Mendes, o ex-chefe da Casa Civil Mauro Carvalho e o então candidato a vice de Pivetta, o deputado federal Fábio Garcia.
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FONTE : ReporterMT





