O que é a “Dieta da Bíblia”, cada vez mais popular entre os conservadores

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Na tradição bíblica, ter uma vida longa era algo relativamente comum principalmente no período relatado no Antigo Testamento. Moisés, por exemplo, viveu 120 anos segundo o livro de Deuteronômio. Isaque e seu pai, Abraão, viveram 180 e 175 anos, respectivamente, pelo que conta o Gênesis.

A expectativa de vida média do brasileiro, segundo os dados mais recentes do IBGE, é de pouco mais de 76 anos. Entre as brasileiras é um pouco maior, cerca de 80 anos, e ainda assim abaixo da média bíblica. Qual seria a explicação para a discrepância entre os tempos de hoje e os de Moisés?

Para Jordan Rubin, autor de livros como “A Dieta do Criador”, a resposta está na alimentação. Ele — um cristão de origem judaica — é um dos maiores expoentes do que vem sendo conhecido como a “Dieta da Bíblia”, uma forte corrente conservadora que privilegia o consumo de alimentos e o preparo de receitas de acordo com as Sagradas Escrituras.

A base dessa alimentação são os alimentos citados na Bíblia, como sardinhas e peixes frescos, azeite de oliva, pão com fermentação natural, mel, carne de cordeiro, grãos, sementes e frutas. Nada de alimentos ultraprocessados, adoçantes “artificiais”, como o açúcar refinado e carne e derivados de porco, por exemplo.