Pediu, no entanto, que o gesto não fosse interpretado como parte da disputa diplomática entre a Argentina e o Reino Unido pelo arquipélago do Atlântico Sul.
“Uma partida de futebol é uma partida de futebol”, disse Milei, e lembrou que o mesmo havia sido dito, antes do jogo, tanto pelo técnico Lionel Scaloni como por veteranos da guerra travada em 1982 pela soberania das ilhas, na qual 649 argentinos e 255 britânicos morreram.
“As Malvinas são argentinas, vamos recuperá-las e faremos isso no plano diplomático”, prosseguiu.
Na quarta-feira, após a vitória com importante valor simbólico para os argentinos, o presidente havia pedido que o futebol não fosse misturado com a disputa territorial e rejeitou “gestos de patriotismo baratos”.
Por sua vez, ex-combatentes da Guerra das Malvinas agradeceram tanto a vitória quanto o gesto da seleção: “Obrigado, jogadores, comissão técnica e colaboradores. As Malvinas são argentinas, assim como vocês”, escreveu o Centro de Ex-Combatentes das Ilhas Malvinas da cidade de La Plata.
“Fiquei arrepiado porque é um sentimento nacional”, declarou à rádio o ex-combatente Esteban Tries, referindo-se à bandeira. Ele acrescentou que se sentiu “muito representado” pela seleção.
noticia por : UOL



