Em setembro de 2013, Romário, que à época era deputado federal, disse durante um evento que Del Nero, então presidente da Federação Paulista de Futebol, deveria ser “preso” e ficar “cem anos de cadeia”.
O dirigente disse à Justiça que as ofensas eram um abuso do direito de manifestação do pensamento. Segundo ele, os insultos eram uma retaliação pelo fato de seu grupo político na CBF ter rejeitado o pedido de Romário para controlar o futebol feminino no país.
O ex-atleta se defendeu no processo afirmando que suas palavras estavam protegidas pela imunidade parlamentar, uma vez que falara na condição de presidente da Comissão de Turismo e Desporto da Câmara dos Deputados. Segundo ele, sua intenção era dizer que somente pessoas com reputação ilibada deveriam comandar instituições ligadas aos esportes.
Romário disse à Justiça que sua intenção era “criticar” Del Nero, e “não ofendê-lo”. Ressaltou que uma queixa criminal aberta contra ele pelo dirigente foi arquivada, pois “não houve injúria nem difamação”.
A Justiça cível rejeitou a argumentação do ex-jogador e o condenou a pagar a indenização por danos morais a Del Nero. “É evidente o intuito de ofender de quem profere declarações relatando que o autor do processo deveria ser preso e ‘merecia passar pelo menos cem anos na cadeia'”, afirmou o juiz Rodrigo Nagase, em sentença dada em setembro de 2016.
Romário recorreu, mas foi novamente derrotado nas instâncias superiores da Justiça.
noticia por : UOL




