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quarta-feira, agosto 17, 2022

Ação da Polícia Federal apreende membros do ‘banco paralelo’ que financiava tráfico, roubo e outros crimes em MT

InformaMT

Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira (1), em Rondonópolis (212 km ao Sul de Cuiabá), a Operação Argentarius, que tem como objetivo desarticular uma organização criminosa que financiava atividades criminosas, como tráfico de drogas, contrabando de agrotóxico, roubo e adulteração de cargas de insumos agrícolas.

Segundo a PF, o grupo atuava como um ‘banco paralelo’ da quadrilha, que movimentou mais de meio bilhão de reais. Só os dois principais alvos da operação movimentaram uma quantia superior a R$ 220 milhões e esses valores e bens são incompatíveis com a renda dos envolvidos, indicando que sejam produtos de atividades criminosas.

Ao todo, estão sendo cumpridos 29 mandados de busca e apreensão, sendo 27 em Mato Grosso – 23 em Rondonópolis e 4 em Cuiabá, um no Paraná (Paranavaí)e outro no Pará (Santana do Araguaia). Mais informações serão repassadas à imprensa por meio de uma coletiva às 9h30 desta manhã.

O empresário Marcos Rogério Araújo Nogueira, o “Marquinhos”, foi o principal alvo a “Operação Argentarius”, deflagrada nesta quarta-feira pela Polícia Federal. A operação investiga um esquema de “banco paralelo” que financiaria diversos crimes em Mato Grosso, como tráfico de drogas e até o contrabando de agrotóxicos.

Ele foi uma das quatro pessoas presas em flagrante pela PF na cidade de Rondonópolis. No momento do cumprimento do mandado de busca e apreensão, os agentes da PF encontraram uma arma em sua residência.

Ainda nesta quarta, passou por audiência no Fórum de Rondonópolis em que a prisão foi homologada pelo juiz João Francisco Campos de Almeida, mas convertida em soltura com pagamento de fiança. “Analisando o presente flagrante, verifico que foi efetuado legalmente, nos termos do artigo 302, do Código de Processo Penal, razão pelo qual homologo auto de prisão em flagrante apresentado”, diz a decisão interlocutória.

A investigação da PF aponta que existem pessoas usadas como laranjas que emprestavam as contas para ocultar a origem e destino do dinheiro ilícito. Essas pessoas, da mesma forma, não têm qualquer poder econômico para fazer tais movimentações.

O nome da operação faz referência aos “Argentarius”, que eram personagens do Império Romano responsáveis por bancos de depósito e operações de câmbio. Eram bancos particulares, com atuação, portanto, semelhante ao dos principais alvos da ação.

A quadrilha também usa empresa de fachada. Foi constatada a existência de várias que não possuem nenhum funcionário registrado e indicavam endereços inexistentes.

“Marquinhos” é bastante conhecido da região Sul do Estado em virtude da “ostentação” de seu patrimônio. Gosta de aplicar parte de sua fortuna em veículos de altíssimo padrão. Em 2017, ele foi preso em Rondonópolis por dirigir uma Ferrari em velocidade acima da permitida e fazendo ziguezague na Avenida Lions Internacional, na região central da cidade. Na ocasião, estava supostamente embriagado.

Na operação, quatro pessoas foram presas em flagrante por posse ilegal de arma de fogo e contrabando de agrotóxicos. Também foram apreendidos 10 carros de luxo e cheques.

InformaMT/GazetaDigital

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