O historiador britânico Niall Ferguson identificou as instituições e ideias que geraram a prosperidade ocidental: livre competição, revolução científica, direitos de propriedade, medicina moderna, sociedade de consumo e ética de trabalho.
Estes são “aplicativos” civilizacionais que podem ser instalados ou desinstalados por governos, com resultados mais que previsíveis. Não tem nada a ver com geografia, raça ou qualquer outro tipo de tese determinista. São escolhas.
É um conjunto de crenças, tradições e instituições que qualquer povo pode adotar ou recusar. O Japão instalou os aplicativos pós-1945, a Venezuela chavista desinstalou. Deu no que deu para ambos, para a surpresa de nenhum observador honesto.
Para Ferguson, o Estado de direito assentado na propriedade privada e a livre concorrência são a fundação do sucesso ocidental. O chavismo impôs o contrário: expropriações, nacionalização de indústrias, hostilidade declarada à iniciativa privada.
O resultado prático foi a deterioração do ambiente de negócios, o sucateamento de setores inteiros, a começar pelo petróleo, e o fechamento de milhares de empresas.
A Missão Barrio Adentro, lançada em 2003 pelo chavismo com médicos cubanos, prometia capilarizar a saúde primária. O próprio presidente da Federação Médica Venezuelana já dizia, em 2007, que 70% dos módulos estavam abandonados. Anos depois, a estimativa passava de 80%. O país mergulhou em escassez de medicamentos, desnutrição e fome.
noticia por : UOL


