Sua saída ressalta a confusão em torno da fundação, que foi boicotada pelas Nações Unidas e pelos grupos de ajuda que forneciam ajuda a Gaza antes de Israel impor um bloqueio total ao enclave em março.
Os grupos afirmam que o novo sistema enfraquecerá o princípio de que a ajuda deve ser supervisionada por uma parte neutra. Israel, que lançou um plano semelhante no início deste ano, afirma que não se envolverá na distribuição da ajuda, mas que endossou o plano e fornecerá segurança para ele.
Na semana passada, sob crescente pressão internacional, as autoridades israelenses permitiram a entrada de uma pequena quantidade de ajuda no enclave palestino, mas as poucas centenas de caminhões transportaram apenas uma pequena fração dos alimentos necessários para uma população de 2 milhões de pessoas que correm o risco de passar fome após quase três meses de bloqueio.
A Gaza Humanitarian Foundation, que usaria empreiteiros privados trabalhando sob um amplo guarda-chuva de segurança israelense, disse que começaria as entregas na segunda-feira, com o objetivo de atingir um milhão de palestinos até o final da semana.
“Planejamos aumentar rapidamente a escala para atender a toda a população nas próximas semanas”, afirmou em um comunicado.
A fundação registrada na Suíça foi duramente criticada pelas Nações Unidas, cujos funcionários disseram que os planos de distribuição de ajuda da empresa privada são insuficientes para atingir os mais de dois milhões de habitantes de Gaza.
noticia por : UOL



