Flávio havia sido citado no debate até então uma outra vez, só que por Haddad. “Flávio Bolsonaro está dizendo que não vai entrar em vigor a reforma tributária, uma coisa que levou 40 anos. Vocês estão querendo destruir a maior conquista depois do Plano Real, que é a reforma tributária. É isso que vocês querem para o Brasil?”, questionou.
Em junho, Flávio disse que, se eleito, suspenderá por um ano a entrada em vigor da reforma tributária aprovada pelo Congresso Nacional. Segundo ele, durante esse tempo, serão formuladas novas regras.
O nome do presidente Lula (PT) foi citado quatro vezes, apenas por Haddad. Ao citar repasses do governo federal para o estado de São Paulo, Haddad afirmou que Lula “agiu de forma republicana”, ao contrário do governo Bolsonaro, do qual Tarcísio foi ministro. O governador respondeu que Bolsonaro “mandou mais de R$ 20 bilhões de custeio com a saúde para suspender o serviço da dívida, ou seja, deu uma ajuda muito mais significativa”.
No começo da campanha, em agosto, aliados de Flávio acusaram Tarcísio de não atuar na campanha com tanto empenho. À época, a avaliação nos bastidores era que o governador participava apenas de eventos “controlados” em que o público presente, por exemplo, já apoiava a candidatura do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Tarcísio lidera na disputa pelo Governo de São Paulo tanto no primeiro quanto no segundo turno, segundo pesquisa Quaest. Em 1º turno, Tarcísio tem 44%, contra 24% de Haddad. Em um eventual segundo turno, Tarcísio tem 49%, contra 29% de Haddad. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
noticia por : UOL




