STJ mantém prisão mulher de tesoureiro de facção investigada em operação contra lavagem de dinheiro em MT

0

VINÍCIUS ANTÔNIO

DO REPÓRTERMT

O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Herman Benjamin, negou, nessa quinta-feira (13), o habeas corpus apresentado pela defesa de Thawany Nunes Silva de Bulhões, esposa de Paulo Witer Farias Paelo, o WT, tesoureiro de uma facção em Mato Grosso. Ela foi presa na Operação Replay, deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso contra uma organização criminosa suspeita de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio.

Thawany está entre os alvos que tiveram a prisão preventiva decretada durante a operação, que investiga o núcleo financeiro do grupo. Ao todo, foram expedidas 55 ordens judiciais, entre prisões, buscas e apreensões, quebras de sigilo e medidas patrimoniais. As ações ocorreram em Cuiabá, Várzea Grande, Rio de Janeiro e municípios de Santa Catarina.

>>> Receba as principais notícias de Mato Grosso em primeira mão. Clique aqui!

Conforme os registros do STJ, o caso envolve suspeitas de lavagem ou ocultação de bens, direitos ou valores e de promoção, constituição, financiamento ou integração de organização criminosa. Embora a negativa do pedido já esteja disponível no sistema, o Superior Tribunal de Justiça ainda não disponibilizou o acórdão com os fundamentos da sentença.

Entre os demais investigados na Operação Replay estão Paulo Witer Farias Paelo, o “WT”, apontado como tesoureiro da facção; Emerson Ferreira Lima, o “GD”; Alex Júnior Santos de Alencar, o “Soldado” ou “Dedé”; Aldemir de Assis Campos, o “Tucão”; Katani Adorno Bocardi; Ygor Henrique da Silva Martins; Dayane Karol Moreira da Silva; Bruno Passos da Silva; Anderson Alves de Sousa; Paulo Vinícius Gabriel de Araújo, o “Pisquila”; Wires Alves Guerra; e Nagilda Cândida Ferreira Lima.

A Operação Replay foi deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso contra uma organização criminosa investigada por lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio. Segundo as investigações, o grupo continuava movimentando milhões de reais e mantendo uma estrutura financeira ativa mesmo após as operações Apito Final, Fair Play e Tempo Extra. Foram expedidos 10 mandados de prisão preventiva, além de buscas, quebras de sigilo e medidas patrimoniais contra 14 integrantes e colaboradores.

As investigações apontaram o uso de contas bancárias de terceiros e operadores externos para movimentar recursos e ocultar patrimônio. As medidas judiciais atingiram cerca de R$ 17,3 milhões em bens e autorizaram o bloqueio de até R$ 15,3 milhões em ativos financeiros. Conforme a Polícia Civil, uma das lideranças continuava exercendo o comando financeiro e disciplinar da organização mesmo presa em uma unidade de segurança máxima.

FONTE : ReporterMT