Sogra deu dose fatal de veneno quando professora quis divórcio, diz MP

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A professora, no entanto, teria ameaçado se separar do homem — o que levou a sogra a tomar uma atitude fatal. Nicolino explica que, dias antes, Larissa manifestou interesse em procurar um advogado. ”Aí seria o final do casamento e uma sucessiva partilha de bens. Por isso, a Elizabete vai até o apartamento e dá uma dose, que presumimos ter sido mais forte, porque a Larissa vem a morrer na madrugada”, fala.

Médico informou amante da morte

Após encontrar a esposa morta no banheiro, o médico teria avisado a amante. Ainda de acordo com informações do MP, Luiz enviou uma mensagem para a mulher com quem mantinha relação extraconjugal. ”Depois produziu toda aquela teatralidade como se tivesse sido surpreendido com a morte dela”, acrescenta Nicolino.

Promotoria contesta alegação do homem de que tentou ressuscitar a companheira. O promotor argumenta que a médica do SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), que foi até a residência no dia do incidente, relatou não ter encontrado sinais no corpo da vítima de manobras de ressuscitação.

O órgão acusou os dois formalmente por feminicídio triplamente qualificado. Eles teriam usado de meio cruel (veneno), mediante simulação e recurso que dificultou a defesa da vítima. Além disso, Luiz responde por fraude processual por ter alterado o cenário do crime, tentando descartar evidências.

O que dizem as defesas

O advogado de Luiz alega que ele é inocente. Ontem, Júlio Mossin disse que não tinha tido acesso à denúncia, mas reforçou a versão de que a mãe do médico cometeu o crime sozinha por interesse no patrimônio.

noticia por : UOL