O representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, disse na segunda-feira (27) que as novas tarifas do presidente Donald Trump sobre 60 parceiros comerciais, incluindo o Brasil, provavelmente não terão impacto econômico, em parte porque as alíquotas de 10% ou 12,5% são similares às recentes tarifas globais. As novas taxas foram impostas devido à suposta fiscalização negligente de proibições ao trabalho forçado.
Greer disse ao programa “Special Report with Bret Baier”, do Fox News Channel, que as novas taxas da Seção 301 são impostas a um grupo menor de países do que a tarifa universal temporária de 10%, que expirou na última sexta-feira (24). Mesmo assim, as tarifas relacionadas ao trabalho forçado ainda devem cobrir 99,4% das importações dos EUA.
“Bem, não acho que isso tenha impacto algum”, disse Greer quando perguntado se as tarifas afetariam a tomada de decisões de política monetária do Fed (Federal Reserve) nesta semana.
“Agora temos um conjunto de tarifas, é sobre um grupo menor, não é o mundo todo. Muitas das alíquotas são bem semelhantes, então não deve haver nenhum impacto econômico diferente do que já estamos vivenciando.”
Greer disse que o USTR (Escritório do Representante do Comércio dos EUA) continua trabalhando em outra ampla investigação tarifária sob a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, visando o excesso de capacidade industrial de 16 parceiros comerciais importantes, incluindo China, Vietnã, México e União Europeia. Ele disse: “Vamos concluir essa investigação em breve, esperamos, e faremos uma proposta”, acrescentando que tarifas adicionais podem ser adotadas.
Greer defendeu o uso da Seção 301, uma lei específica sobre práticas comerciais desleais, para tarifas amplas, dizendo que a Suprema Corte dos EUA apontou para ela em sua decisão que derrubou as chamadas “tarifas recíprocas” de Trump, impostas sob a IEEPA (Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional).
Durante o primeiro mandato de Trump, a Seção 301 foi invocada para impor taxas elevadas sobre produtos chineses que permanecem em vigor apesar de vários questionamentos judiciais.
noticia por : UOL




