Quem são os donos dos principais institutos de pesquisa do Brasil

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No início de outubro, o Tribunal Superior Eleitoral implementou aprimoramentos no Sistema de Registro de Pesquisas Eleitorais (PesqEle). O objetivo é exigir informações mais detalhadas dos institutos. O TSE informa que, além dos campos já existentes, os institutos de pesquisa deverão informar com mais detalhes a representatividade da amostra, com a descrição da população representada, a classificação do plano amostral, o tamanho projetado, o nível de confiança e a margem de erro máxima esperada. Também exige que sejam detalhados os procedimentos de campo utilizado para acessar o eleitorado, com indicação sobre o uso de mídias, como áudios, vídeos ou imagens na aplicação da entrevista.

As mudanças já valem ao longo do segundo turno das eleições de 2026, e acontecem depois de, mais uma vez, boa parte dos institutos apresentar pesquisas que apresentaram resultados muito diferentes do observado nas urnas – e para além da margem de erro.

Se em 2024 o senador Ciro Nogueira (PP-PI) propôs um projeto de lei que estabelecesse punições para os institutos que errassem em seus levantamentos realizados às vésperas do pleito, em 2026 o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) reafirmou a intenção de propor uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar a atuação das empresas. O PL de dois anos atrás aguarda votação na Comissão de Defesa da Democracia.

Discrepâncias

Em 2022, às vésperas no primeiro turno das eleições presidenciais, o Datafolha previa que Jair Bolsonaro alcançaria 36% dos votos válidos, dois pontos percentuais abaixo do indicado pela Quaest. Mas as urnas deram a ele 43%.