Mangione, que estudou em uma universidade de elite americana e vem de família abastada, é acusado de ter abatido Thompson a tiros na porta de um hotel em Manhattan, Nova York, no dia 4 de dezembro de 2024. O executivo de 50 anos havia ido até lá para participar de uma reunião anual com investidores.
A advogada de Mangione, Karen Friedman Agnifilo, reagiu nesta terça à defesa da pena de morte por Bondi afirmando que o Departamento de Justiça “passou da disfuncionalidade à barbárie”. Ela alega que o caso de Mangione é “político e vai contra a recomendação dos promotores federais locais, a lei e o precedente histórico”.
Assassinato galvanizou os EUA
Até ser preso, Mangione, de 26 anos, foi procurado por cinco dias. O crime assustou executivos do ramo de planos de saúde, com alguns deles migrando para o trabalho remoto, e galvanizou críticos do setor frustrados por altas despesas médicas e negação de atendimento. Nas redes sociais, Mangione chegou a ser incensado por alguns como herói.
Segundo a polícia, as balas usadas para matar Thompson traziam as inscrições “negar”, “defender” e “depor”, em alusão a uma máxima frequentemente evocada para descrever as táticas de seguradoras de saúde para evitar cobrir despesas médicas.
Mangione é acusado de assassinato com uso de arma de fogo, crime previsto em lei federal passível de ser punido com a pena de morte. Já a lei estadual prevê como pena máxima para o mesmo crime a prisão perpétua.
noticia por : UOL