Início POLICIA Polícia Federal indicia lobista de Mato Grosso por venda sentenças no STJ

Polícia Federal indicia lobista de Mato Grosso por venda sentenças no STJ

DO REPÓRTERMT

Um relatório parcial da Polícia Federal (PF) sobre a investigação de venda de decisões no Superior Tribunal de Justiça (STJ) afirma que, até o momento, não foram identificados indícios de participação de ministros da Corte no esquema.

Segundo reportagem da Folhapress, os investigadores, o cenário mais provável é que servidores do tribunal atuassem de forma isolada ou em conluio para negociar decisões e encaminhar minutas para a assinatura dos magistrados, que assinariam os documentos sem ter ciência das irregularidades.

Com base nas apurações, a PF indiciou o ex-assessor do STJ, Márcio Toledo Pinto, e o lobista mato-grossense Andreson de Oliveira Gonçalves, atualmente detido na Penitenciária Federal de Brasília. Eles são suspeitos de crimes como exploração de prestígio e organização criminosa. No caso de Pinto, que foi demitido em setembro do ano passado, há ainda a acusação de violação de sigilo funcional.

Apesar dos indiciamentos, a PF ressalta que a maior parte dos processos sob suspeita ainda apresenta “lacunas investigativas importantes”.

O documento destaca que não foram encontrados registros de movimentações financeiras ou transações patrimoniais que liguem os ministros à compra e venda de sentenças.

Os diálogos analisados não permitem inferir que os servidores investigados atuaram em conluio com ministros“, diz trecho do relatório obtido pela Folhapress.

Em relação a outros dois ex-chefes de gabinete investigados, Daimler Campos (da ministra Isabel Gallotti) e Rodrigo Falcão (do ministro Og Fernandes), a polícia afirmou não ter encontrado elementos que indiquem a prática de crimes.

Houve, inclusive, um recuo sobre suspeitas anteriores de que mensagens do lobista Andreson mencionando um “amigo” seriam referências a Daimler.

Prorrogação do inquérito

A Polícia Federal solicitou ao relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Cristiano Zanin, a prorrogação do inquérito. O objetivo é cumprir diligências pendentes para identificar com precisão quais servidores lotados nos gabinetes participaram do esquema, como atuavam e como ocorria a entrega da propina.

A investigação, denominada Operação Sisamnes, teve sua primeira fase deflagrada em 2024 e apura irregularidades não apenas no STJ, mas também em outros tribunais.

Outro lado

A defesa de Andreson de Oliveira Gonçalves informou que não se manifestaria sobre o conteúdo do relatório. A reportagem não conseguiu localizar a defesa do ex-assessor Márcio Toledo Pinto.

 

FONTE : ReporterMT

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