ANA JÁCOMO
KARINE ARRUDA
VANESSA MORENO
Após as mudanças anunciadas nessa terça-feira (11), com renúncias e reestruturações na administração estadual na larga da corrida eleitoral, o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) lamentou a saída de Mauro Carvalho do cargo de secretário-chefe da Casa Civil. “Para mim é uma perda, como colega de trabalho“, declarou Pivetta, durante coletiva de imprensa no Palácio Paiaguás. (Veja o vídeo no final da matéria).
A saída de Carvalho ocorre após a deflagração da Operação Heritage pela Polícia Federal, que investiga um acordo financeiro entre o Governo do Estado e a operadora Oi. “O Mauro [Carvalho], para mim, é uma perda aqui como colega de trabalho, mas, por outro lado, eu fico feliz que eu sei que ele não deve e vai provar isso“.
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Durante o pronunciamento, o ex-secretário afirmou que a decisão de deixar o cargo partiu dele e de seus familiares, com o objetivo de acompanhar os desdobramentos jurídicos. A operação, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), apura um suposto esquema de desvios de mais de R$ 308 milhões durante a gestão do ex-governador Mauro Mendes (União).
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Karine Arruda/ Repórter MT
Pivetta, o novo chefe da Casa Civil, Adjaime Ramos de Souza e Mauro Carvalho durante coletiva de imprensa
“Primeiro que eu não fui convidado a deixar o cargo, essa decisão é exclusivamente minha e da minha família. Eu tratei isso diretamente com o governador Otaviano Pivetta por lealdade a um grupo político que eu sempre estive presente, e por lealdade à minha família, do qual eu tenho que me dedicar agora para defender minha mulher e minhas filhas, que não têm nada a ver com isso“, declarou Mauro Carvalho.
Para substituí-lo na chefia da Casa Civil, o governo oficializou a indicação de Adjaime Ramos de Souza, que ocupava o cargo de secretário adjunto de Relação com os Municípios.
Os desdobramentos da investigação também provocaram modificações na chapa de reeleição de Pivetta. O deputado federal Fábio Garcia (União) anunciou a desistência de concorrer ao cargo de vice-governador.
Vanessa Moreno/RepórterMT
Pivetta e Fábio Garcia durante anúncio da desistência em disputar a vice-governadoria
A decisão decorre de uma determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) que estabelece a proibição de contato entre Garcia e o ex-governador Mauro Mendes, ambos citados nas investigações. Com a restrição, Garcia retorna à disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados.
Para ocupar a vaga na chapa, o governador anunciou a deputada federal Gisela Simona (União) como candidata a vice. Pivetta afirmou que a escolha ocorreu após entendimento com os partidos da base aliada.
“Eu sempre sinalizava que a minha preferência era uma mulher da Baixada Cuiabana. Eu sempre tive a Gisela como uma das possibilidades e eu nunca tinha falado pra ela, reservei esse segredo até hoje. Hoje ela aceitou. Nossos partidos estão se unindo e sendo representados por mim e por ela e nós vamos honrar o povo de Mato Grosso”, afirmou Pivetta.
Reprodução
Gisela Simona durante anúncio de Pivetta que a escolheu como candidata a vice
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Simona foi superintendente do Procon de Mato Grosso por cerca de nove anos. Em 2018, disputou as eleições como candidata a deputada federal pelo PROS. Não foi eleita, mas conquistou a primeira suplência, com 50.682 votos. Em 2020, entrou na disputa pela Prefeitura de Cuiabá, também pelo PROS, mas ficou em terceiro lugar. Para as eleições de 2022, filiou-se ao União Brasil, disputou uma cadeira na Câmara dos Deputados e conquistou a suplência de Fábio Garcia.
Veja o vídeo:
FONTE : ReporterMT
