Ilustração de bomba de petróleo em frente à bandeira dos Emirados Árabes Unidos
Reuters
Os preços do petróleo continuam em queda nesta quinta-feira (25), conforme investidores avaliam os desdobramentos do cessar-fogo no Oriente Médio.
A volta do tráfego de navios pelo Estreito de Ormuz, canal por onde passa mais de 20% do comércio global de petróleo, aumentou a perspectiva de um maior equilíbrio entre demanda e oferta no mercado internacional. Com o maior otimismo, os preços da commodity se aproximam dos níveis anteriores à guerra no Oriente Médio.
“Os navios agora transitam pelo Estreito de Ormuz com seus sinais de satélite ligados”, o que simboliza um retorno progressivo à normalidade, avalia Ipek Ozkardeskaya, analista da Swissquote.
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Perto das 9h, o barril do Brent, referência internacional, tinha queda de 0,96%, a US$ 73,03. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, caía 0,85%, para US$ 69,74.
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Segundo o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, o volume movimentado na região já voltou a patamares próximos aos registrados antes do conflito.
A agência marítima da Organização das Nações Unidas (ONU) começou seu plano de evacuação dos navios e marinheiros que estavam presos no Golfo por causa da guerra, iniciada em fevereiro.
Na véspera, durante participação no Fórum Global de Energia da Reuters, em Nova York, Wright afirmou que cerca de 20 milhões de barris atravessaram o estreito em 24 horas. Segundo ele, a normalização do tráfego foi retardada pela presença de minas iranianas na região, mas o risco de interrupções mais amplas diminuiu.
Dados de navegação também indicaram que três petroleiros que estavam retidos na área deixaram o estreito nesta quarta-feira. Juntas, as embarcações transportam cerca de 5 milhões de barris de petróleo, sendo que duas seguem com destino à Ásia.
Depois de ter ficado bloqueado por muito tempo, “agora temos uma grande quantidade de petróleo chegando de repente ao mercado”, considerou Arne Lohmann Rasmussen, da Global Risk Management, “um sinal de superabundância” imediata da oferta, segundo o analista.
Cessar-fogo
O movimento ocorre em meio ao acordo provisório entre Irã e Estados Unidos, que tem permitido a liberação gradual de cargas que permaneciam paradas no Golfo.
Além da melhora no fluxo marítimo, os preços também foram pressionados pelo aumento da produção e das exportações de petróleo em países do Golfo Pérsico.
Os Emirados Árabes Unidos já recuperaram a maior parte dos níveis de produção observados antes do conflito, enquanto Kuwait e Iraque ampliaram os embarques para o mercado internacional.
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira que 19 milhões de barris de petróleo passaram pelo Estreito de Ormuz em um único dia. Segundo ele, o volume supera os níveis observados antes da guerra, que variavam entre 16 milhões e 18 milhões de barris diários.
Trump também disse que o Irã garantiu aos EUA que não haverá cobrança de pedágio ou qualquer tipo de taxa para passagem de navios comerciais pelo canal — o que também ajuda a diminuir as cotações da commodity.
Entenda os estragos deixados pela guerra
*Com informações das agências de notícias Reuters e France Presse
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Fonte: G1
