Governo Trump revogou mais de 175 mil vistos, segundo EUA


    EUA congelam vistos: veja perguntas e respostas
    O Departamento de Estado dos EUA informou nesta segunda-feira (10) que revogou mais de 175 mil vistos de estrangeiros durante o governo do presidente Donald Trump.
    Em comunicado, o departamento afirmou que as revogações visavam estrangeiros que “violaram os termos de seus vistos, cometeram crimes, incitaram violência contra cidadãos americanos, fraudaram americanos, abusaram do nosso sistema de imigração ou colocaram em risco a segurança nacional”.
    A maioria dos vistos foi revogada após “encontros com a polícia”, sendo as principais causas agressão, direção sob efeito de álcool ou drogas, roubo e crimes relacionados a drogas, informou o departamento.
    Entre os casos específicos citados estão uma pessoa acusada de estupro e agressão sexual, outra acusada de sequestro e tráfico de pessoas, e uma pessoa que enfrenta mais de uma dúzia de acusações de posse de material de abuso sexual infantil.
    O governo Trump também afirmou ter revogado os vistos de vários estrangeiros que “comemoraram” o assassinato do ativista conservador Charlie Kirk , incluindo um que disse que ele “morreu tarde demais”.
    Repressão à imigração
    Os dados são um retrato da ampla repressão à imigração, que já retirou privilégios de viagem e imigração de dezenas de milhares de pessoas, iniciada no ano passado, começo do novo mandato de Donald Trump.
    No dia 31 de julho, o Departamento de Estado dos EUA anunciou outra medida. Disse que decidiu tornar permanente um programa de fiança para vistos que exige que cidadãos de 50 países, principalmente da África, depositem fianças de até US$ 20 mil ao solicitarem vistos para os EUA.
    De acordo com o comunicado, divulgado publicamente no site oficial do departamento, o projeto-piloto, que foi testado durante um ano, “forneceu dados suficientes para sugerir que um programa de fiança de visto é uma ferramenta eficaz”.
    A medida atinge vistos de negócios e turismo – B1 e B2 – e tem como objetivo prevenir “a permanência ilegal” no país.
    “Os funcionários consulares podem exigir que os solicitantes de vistos de não imigrante abrangidos depositem uma caução de até US$ 20.000 como condição para a emissão do visto, conforme determinado pelos funcionários consulares”, diz o texto.
    O Brasil não está incluído no programa. Saiba mais abaixo:
    A busca pelo visto EB-2 NIW nos EUA
    Divulgação
    Quem será afetado
    Argélia
    Angola
    Antígua e Barbuda
    Bangladesh
    Benin
    Botsuana
    Burundi
    Butão
    Cabo Verde
    Camboja
    Costa do Marfim
    Cuba
    Djibuti
    Dominica
    Etiópia
    Fiji
    Gabão
    Gâmbia
    Geórgia
    Granada
    Guiné
    Guiné-Bissau
    Lesoto
    Malaui
    Maurícias
    Mauritânia
    Mongólia
    Moçambique
    Namíbia
    Nepal
    Nicarágua
    Nigéria
    Papua Nova Guiné
    Quirguistão
    República Centro-Africana
    São Tomé e Príncipe
    Seicheles
    Senegal
    Tajiquistão
    Tanzânia
    Togo
    Tonga
    Tunísia
    Turcomenistão
    Tuvalu
    Uganda
    Vanuatu
    Venezuela
    Zâmbia
    Zimbábue
    Valor da caução
    Os oficiais consulares poderão exigir uma garantia financeira de até US$ 20 mil por solicitante, dependendo da avaliação individual do caso.
    Objetivo
    O Departamento de Estado afirma que relatórios federais mostram que milhares de visitantes temporários permanecem nos EUA além do período autorizado, o que motivou a adoção do programa como ferramenta de fiscalização migratória.
    Segundo o governo americano, a caução serve para garantir que o visitante deixe os Estados Unidos dentro do prazo autorizado e o programa atinge países com:
    altas taxas de permanência irregular após expiração do visto;
    deficiências no compartilhamento de informações com os EUA;
    sistemas considerados insuficientes de verificação de identidade e antecedentes criminais;
    falhas em processos de triagem, segurança documental e emissão de cidadania
    source
    Fonte: G1

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