
Líder do partido do Brexit no Reino Unido, Nigel Farage. Foto de 2019.
Kirsty Wigglesworth/AP
Nigel Farage, político de extrema direita e líder do partido Reform UK, renunciou nesta terça-feira (7) a seu cargo no Parlamento do Reino Unido em meio a uma investigação sobre sua vida financeira.
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Em pronunciamento feito por vídeo, Farage criticou o que chamou de uma invasão da imprensa em sua vida familiar e afirmou que o establishment político estava fazendo de tudo para prejudicar seu partido. Ele disse que não fez nada de errado, porém estava renunciando para “deixar o povo decidir” se ele deveria os representar.
“Não fiz nada, não violei absolutamente nenhuma lei. (…) O povo deveria ser o juiz das minhas ações”, afirmou o político.
Farage tem estado em evidência no Reino Unido nos últimos meses após suas finanças serem investigadas pelas autoridades britânicas. Segundo a acusação, ele não teria declarado uma doação de cinco milhões de libras (cerca de R$ 34,5 milhões) de um investidor de criptomoedas durante sua campanha, além de doações de um aliado que foi preso nos EUA por fraude em 2017.
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Apesar da renúncia, Farage disse que vai se candidatar novamente a seu cargo, que representa o zona eleitoral de Clacton, no sudeste inglês, em uma eleição bipartidária pela cadeira.
“Esta será uma eleição suplementar entre o povo e o establishment. (…) Vou lutar para vencer. Vou lutar para continuar a revolução política que o Reform iniciou”, disse Farage.
Farage ganhou notoriedade na política britânica ao liderar o movimento do Brexit, que retirou o Reino Unido da União Europeia via referendo popular em 2016 —a saída em si se concretizou em 2020. Ele se elegeu parlamentar em 2024 após perder sete eleições.
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Fonte: G1




