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Justiça vê ligação de sargento que se passou por presidente do TJ com PM preso por intermediar assassinato de Renato Nery

DO REPÓRTERMT

Um dos fundamentos para manter a prisão preventiva do sargento do Batalhão de Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam) Eduardo Soares de Moraes foi a ligação dele com o também sargento da Rotam Jackson Pereira Barbosa, preso por envolvimento no assassinato do advogado Renato Nery, ocorrido em julho de 2024. A decisão foi proferida pelo juiz Marcos Faleiros, que converteu o flagrante em prisão preventiva, nessa quinta-feira (14).

De acordo com o magistrado, a entrega de um envelope com R$ 10 mil, que levou Eduardo à prisão, teria como destinatária a esposa de Jackson, identificada como Laura Kellys, que está foragida. O valor, segundo a justificativa apresentada, seria repassado a um advogado. Para o juiz, essa relação demonstra que Eduardo integra “uma associação delituosa em curso”, com núcleo já identificado e outro membro em evasão, o que aumenta “o grau de periculosidade social e institucional” da conduta.

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O homicídio de Renato Nery ocorreu em 5 de julho de 2024, quando ele chegava ao seu escritório, em Cuiabá. Segundo a Polícia Civil, o atirador, o caseiro Alex Roberto de Queiroz Silva, aguardava a vítima e fugiu em uma moto após os disparos. A investigação apontou como mandantes os empresários Cesar Jorge Sechi e Julinere Goulart Bastos, motivados por disputa de terras.

Jackson é acusado de intermediar o crime, recebendo dinheiro e a arma usada, além de contratar Alex para executar o advogado. Também são investigados no caso os policiais militares Heron Teixeira Pena Vieira, Wailson Alessandro Medeiros Ramos, Wekcerlley Benevides de Oliveira, Leandro Cardoso e Jorge Rodrigo Martins, suspeitos de tentar forjar um confronto para justificar a apreensão da arma do crime.

No caso que levou Eduardo à prisão, ele foi flagrado no estacionamento do Fórum de Cuiabá ao entregar o envelope com R$ 10 mil a um motorista de aplicativo, que deveria levá-lo ao Tribunal de Justiça. Segundo a investigação, o policial teria usado o nome e a foto do presidente do TJ de Mato Grosso, desembargador José Zuquim Nogueira, para contratar o serviço de transporte.

Por ser policial militar da ativa, Eduardo cumprirá a prisão preventiva em uma unidade militar adequada, com condições de segurança e disciplina previstas em lei para militares. Segundo a decisão, a custódia no quartel visa preservar a integridade física do sargento e a disciplina da corporação, sem prejuízo de eventual transferência determinada pelo comando da unidade. O sistema prisional comum não poderá receber o custodiado, sob pena de responsabilização de policiais penais que descumprirem essa determinação.

FONTE : ReporterMT

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