Justiça condena a 16 anos de prisão fazendeiro que matou agrônoma em briga de trânsito

Da redação
A Justiça condenou o fazendeiro Jakson Furlan a 16 anos de prisão em regime fechado pela morte da engenheira agrônoma Júlia Barbosa de Souza. O crime aconteceu em novembro de 2019, durante uma briga de trânsito, em Sorriso, a 420 km de Cuiabá.
Furlan foi condenado por homicídio qualificado, cometido por motivo fútil, previsto no artigo 121 do Código Penal. Ele vai cumprir a pena em regime fechado. A juíza Emanuelle Chiaradia Navarro Mano decidiu que ele não poderá recorrer em liberdade.
A defesa do réu informou que vai recorrer da sentença.
O Tribunal do Júri absolveu o réu da acusação da tentativa de homicídio contra o namorado da vítima, Vitor Giglio Brantis Fioravanti.
Jackson Furlan, de 29 anos, é suspeito de matar Júlia Barbosa — Foto: Reprodução
O crime
Júlia Barbosa morava em Cornélio Procópio (PR), mas estava em Sorriso a passeio. Na madrugada do dia 9 de novembro, a jovem estava na casa de amigos, se preparando para voltar ao estado onde vivia, e foram até uma loja de conveniência comprar um chocolate.
Segundo o Ministério Público, o casal estava em uma caminhonete e, durante o trajeto, teria ultrapassado o veículo onde Furlan estava. Ele ficou irritado, buzinou diversas vezes e queria que o casal parasse o carro.
O acusado, ainda conforme a denúncia da Promotoria, atirou porque ficou incomodado pelo fato da caminhonete onde as vítimas estavam ter reduzido a velocidade, dificultando sua passagem. Porém, essa diminuição ocorreu porque um terceiro veículo estava interrompendo o fluxo da via.
Informamt/g1-mt
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