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Dublin deve tentar usar a tradicional ligação com os EUA para restabelecer as relações entre Washington e Bruxelas, estremecidas pela administração Trump. “Existe uma boa vontade em relação à Irlanda nos Estados Unidos; por isso, talvez possamos maximizar os nossos canais com a Casa Branca”, afirmou a embaixadora da Irlanda junto à UE, Aingeal O’Donoghue.
Os irlandeses querem mais estabilidade na relação transatlântica, “mais progressos” nas trocas comerciais e soluções para questões relacionadas à indústria farmacêutica. Gigantes do setor, como Pfizer, Eli Lilly, AstraZeneca, Novartis e Sanofi, operam em solo irlandês e geram milhares de empregos.
Nas últimas décadas, o país se consolidou como um dos maiores hubs farmacêuticos e de biotecnologia do mundo. Recentemente, o presidente dos EUA, Donald Trump, criticou a Irlanda por atrair empresas norte-americanas com baixos impostos e “roubar” receitas fiscais que, segundo ele, deveriam ter sido pagas ao Tesouro dos EUA.
Aliás, a partir desta quarta-feira, dia 1º, Bruxelas vai eliminar tarifas sobre produtos americanos, em virtude do acordo firmado no ano passado com Washington. O acordo estabelece tarifas de, no máximo, 15% sobre a maioria das exportações da União Europeia para os EUA e taxas zero para produtos industrializados americanos que entrarem no bloco europeu.
Maior polo de inovação da UE
Tecnologia é uma área vital para a Irlanda, e o país ficou conhecido como o “Vale do Silício da Europa” por abrigar a sede europeia de gigantes do setor, atraídos por incentivos fiscais, como Google, Meta, Apple, Microsoft e OpenAI, entre outros.
noticia por : UOL
