Apesar de citar as ofensas direcionadas à ex-primeira-dama, Soraya Thronicke deu enfoque nas declarações relacionadas ao voto feminino. No documento, ela cita a fala: “Mulher vota muito mal. Principalmente mulheres solteiras. Mulheres casadas, em geral, tendem a acompanhar o voto do marido”.
Soraya classifica a fala como discurso discriminatório dirigido às mulheres enquanto grupo social. Segundo o documento, a declaração atribui ao gênero feminino uma incapacidade de exercer o voto de forma autônoma. A senadora também aponta que a frase reforça estereótipos de submissão da mulher ao marido.
Sobre a frase em que Figueiredo sugere que as mulheres descontentes poderiam “arrancar os pentelhos das calcinhas”, a notícia-crime classifica como de conotação sexual e caráter depreciativo. O documento afirma que a fala usa o corpo feminino como instrumento de ridicularização, com foco nas mulheres identificadas como feministas.
A peça também cita a publicação de Figueiredo na rede X, feita após a repercussão do vídeo. Nela, o influenciador reitera a declaração sobre o voto: “Mulher não vota muito mal, mulher vota mal para caralho”. Para Soraya, essa publicação mostra reiteração da conduta.
Paulo Figueiredo se descreve, em sua conta no X, como “jornalista censurado pelo Alexandre”, em referência ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). O perfil informa ainda se tratar da “oitava conta” do influenciador na rede social. O Estadão procurou Paulo Figueiredo por meio dessa conta no X, mas não recebeu resposta.
A notícia-crime pede ainda que o MPF avalie, se presentes os requisitos legais, a adoção de medida cautelar para proibir Paulo Figueiredo de usar redes sociais ou publicar conteúdos relacionados aos fatos investigados enquanto durar a apuração. Ou seja, o influenciador pode perder mais uma conta nas redes sociais.
noticia por : UOL
