Segundo ele, até o momento, somente conversas com intermediadores, como o Qatar, acontecem, mas não há conversas técnicas com grupos de trabalho em Doha. “Essas conversas acontecerão quando as condições forem atendidas e após um acordo sobre data e local”, afirmou.
O vice-ministro afirmou que a informação dada pela imprensa americana de que uma reunião estava marcada foi “incorreta”. Os EUA tinham afirmado ontem que pararam os ataques e negociariam com o Irã no Qatar, tratando, principalmente, sobre a situação no Estreito de Hormuz.
A princípio, essas conversas aconteceriam na Suíça e se concentrariam no programa nuclear do Irã, mas, de acordo com o site de notícias Axios, foram transferidas para Doha. Essa mudança aconteceu após uma recente escalada no conflito, na sexta-feira.
Os dois países assinaram um acordo de paz em 17 de junho, mas retomaram agressões mútuas na sexta-feira. Naquele dia, os Estados Unidos acusaram o Irã de atacar um navio de carga no Estreito de Hormuz. Em resposta, o Comando Central dos EUA anunciou ataques contra o Irã.
No domingo, o Comando Central dos EUA comunicou ter atingido dez alvos militares iranianos devido à “agressão iraniana contínua contra o transporte comercial”. O Ministério do Exterior do Irã acusou os Estados Unidos de uma “violação flagrante” do acordo de paz entre os dois países, enquanto a Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter atacado instalações militares americanas em retaliação aos ataques de sexta-feira.
Entre os vizinhos do Oriente Médio atingidos pela retaliação do Irã estão o Bahrein e o Kuwait. Além da situação envolvendo Hormuz, a tensão no Líbano também coloca o cessar-fogo em risco.
noticia por : UOL


