ICE x imigrantes: o que são as cidades-santuário e por que entraram na mira de Trump


    Semana começa com alta tensão em Mineápolis depois da morte de cidadão americano por agentes federais de imigração
    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, quer que o Congresso aprove uma lei para eliminar as chamadas “cidades-santuário”, informou a Casa Branca nesta segunda-feira (26). Essas políticas limitam a cooperação de autoridades locais com órgãos federais de imigração.
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    A ofensiva ocorre em meio a um clima de tensão em Minneapolis, após a morte do enfermeiro Alex Pretti. Cidadão americano, ele foi baleado durante uma operação anti-imigração, no sábado (24).
    Minneapolis é uma das cidades-santuário do país e concentra um grande número de imigrantes. Nas últimas semanas, a região tem sido alvo de operações de autoridades imigratórias. As ações provocaram indignação popular e uma série de protestos, principalmente por causa da violência.
    ▶️ Mas afinal, o que são cidades-santuário? O termo é usado para definir cidades que adotam políticas mais tolerantes em relação a imigrantes em situação irregular.
    Na prática, isso costuma significar que autoridades locais, como a polícia, não colaboram com agentes federais para identificar, deter ou deportar pessoas sem documentação.
    Não existe uma lei federal que regulamente as cidades-santuário. A classificação tem caráter simbólico e varia de acordo com o local.
    O termo “santuário” tem origem na Idade Média, quando igrejas e mosteiros ofereciam abrigo a pessoas perseguidas.
    Nos Estados Unidos, passou a ser usado no fim do século 20, quando grupos religiosos e ativistas ajudaram imigrantes da América Central a fugir de regimes ditatoriais.
    Nova York, Los Angeles e Chicago estão entre os exemplos mais conhecidos.
    Em muitas dessas cidades, policiais não são obrigados a verificar o status migratório de uma pessoa detida nem a comunicar imediatamente o governo federal quando alguém for preso. Isso, no entanto, não impede a atuação de agentes de imigração.
    Segundo o sociólogo Ernesto Castañeda, diretor do Laboratório de Imigração da Universidade Americana, em Washington, a ideia moderna de cidade-santuário funciona como uma autodeclaração política.
    “Não existe uma definição legal. Não há uma lei federal de ‘santuário’. É um conceito aplicado caso a caso, com foco na tolerância a populações estrangeiras e sem documentos”, afirmou à BBC em entrevista em 2025.
    As cidades-santuário entraram na mira de Trump desde o retorno dele à Casa Branca. Em 14 de janeiro deste ano, antes da morte de Pretti, o presidente afirmou que cortaria recursos federais de estados que mantêm esse tipo de política.
    Trump já havia tentado uma medida semelhante em seu primeiro mandato, mas a iniciativa foi barrada pela Justiça. Mesmo assim, o governo voltou a pressionar e publicou uma lista de “jurisdições santuário”. Nessas áreas, vivem cerca de 160 milhões de pessoas.
    Ao longo de 2025, o governo intensificou batidas do ICE em cidades-santuário. Chicago foi um dos primeiros alvos, seguida por operações em Los Angeles e ações registradas também em Atlanta, Denver, Miami e San Antonio.
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    Pessoas se reúnem em torno de um memorial improvisado no local onde Alex Pretti foi morto, em Minneapolis, em 24 de janeiro de 2026
    REUTERS/Evelyn Hockstein
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    Fonte: G1

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