Grupo parlamentar critica postura do governo brasileiro em relação a guerra entre Irã e Israel


    Senadores e deputados ainda emitiram posicionamento de solidariedade ao governo de Israel. Grupo ainda diz que postura do governo Lula pode por em risco autoridades presas na zona de conflito. Policial caminha em frente a prédio e veículos destruídos por ataque do Irã à cidade de Ramat Gan, em Israel
    REUTERS/Ronen Zvulun
    O grupo parlamentar Brasil – Israel, composto por senadores e deputados federais emitiu uma nota de indignação ao governo brasileiro e fazendo um gesto de solidariedade à Israel, em função dos ataques realizados pelo Irã.
    “Causa indignação a postura do atual governo do Brasil, que, mais uma vez, escolhe se alinhar aos que disseminam o terror, em vez de se posicionar firmemente ao lado das nações livres e democráticas”, afirmou o texto.
    A nota, assinada pelo senador Carlos Vianna (Podemos-MG), presidente do grupo, ainda aponta que o posicionamento do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva coloca em risco a população brasileira que tenta sair da zona de conflito.
    “A posição do governo brasileiro, inclusive, prejudica e atrasa as negociações para a retirada das comitivas brasileiras que se encontram em solo israelense”, disse Vianna.
    O senador ainda acusa o governo iraniano de ser o responsável pelo aumento das tensões contra Israel.
    “A escalada da violência promovida pelo regime iraniano é mais uma postura agressiva de um regime religioso extremista ditatorial que ameaça a estabilidade internacional e a segurança do Oriente Médio”, afirmou Vianna.
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    Na quinta-feira, o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, disse que Israel iniciou uma guerra e que receberá um “destino amargo”, após a Força Aérea Israelense realizar um ataque aéreo em direção ao Irã.
    O ataque matou o chefe da Guarda Revolucionária do Irã, Hossein Salami, e o chefe das Forças Armadas do país, Mohammad Bagheri, além de dois cientistas nucleares.
    Entretanto, o grupo parlamentar entende que o governo israelense está apenas “protegendo sua população” e “o mundo de um regime que ameaça a liberdade, os direitos humanos e a democracia”, ao impedir o avanço do programa nuclear iraniano.
    “Israel definiu claramente os alvos ao atingir bases militares e nucleares estratégicos do Irã. Com apoio internacional, as ações israelenses visam prevenir uma ameaça real e crescente: a possibilidade de o Irã desenvolver armamento nuclear em larga escala”.
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    O Ministério das Relações Exteriores afirmou neste sábado (14) que monitora a situação das duas delegações de políticos brasileiros que cumpriam viagem oficial a Israel nesta semana – e ficaram “presas” no país com o fechamento do espaço aéreo e o agravamento da crise com o Irã.
    Segundo o Itamaraty, a embaixada brasileira em Tel Aviv está em contato com as comitivas, e o ministério está em contato com o governo de Israel “para que ambos os grupos tenham garantias de segurança e possam retornar ao Brasil assim que as condições naquele país permitirem.”
    A nota cita, também, a possibilidade de os grupos deixarem Israel por terra rumo à Jordânia, de onde poderiam embarcar de volta. O aeroporto internacional de Tel Aviv foi fechado na noite de quinta (12) e não há prazo previsto para a reabertura.
    Autoridades brasileiras em Israel
    Na noite de sexta-feira (13), a Comissão de Relações Exteriores do Senado Federal fez um levantamento de todas as autoridades brasileiras que estão em zona de guerra e esperam por uma saída para conseguir voltar para o Brasil.
    A comissão, presidida pelo senador Nelsinho Trad (PSD-MS), ainda fez uma solicitação de apoio às Forças Aérea Brasileira (FAB), para repatriar esses brasileiros que estão em território israelense.
    Entre eles, estão:
    Distrito Federal
    Marco Antônio Costa Júnior – secretário de Ciência e Tecnologia
    Ana Paula Soares Marra – secretária de Desenvolvimento Social
    Thiago Frederico de Souza Costa – secretário-executivo Institucional e de Políticas de Segurança Pública
    Rafael Borges Bueno – secretário de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural
    Denise Figueiredo Passos – acompanhante da primeira-dama
    Angela Maria Ferreira Lima – acompanhante da primeira-dama (A primeira-dama do DF deixou Israel antes da escalada do conflito)
    Goiás
    Pedro Leonardo de Paula Rezende – secretário estadual de Agricultura, Pecuária e Abastecimento
    Rasível dos Reis Santos Júnior – secretário estadual de Saúde
    Keila Edna Pereira Santos – esposa do secretário Rasível
    Mato Grosso do Sul
    Ricardo José Senna – secretário-executivo de Ciência, Tecnologia e Inovação
    Christinne Maymone – secretária-adjunta da Secretaria de Estado de Saúde
    Marcos Espíndola de Freitas – coordenador de Tecnologia da Informação da Secretaria de Saúde
    Rondônia
    Marcos Rocha – governador
    Augusto Leonel de Souza Marques – secretário de Integração
    Valdemir Carlos de Góes – secretário-chefe da Casa Militar
    Maricleide Lima da Fonseca – chefe de Agenda do Governador
    Rute Carvalho Silva Pedrosa – chefe de Gabinete do Governador
    Renan Fernandes Barreto – chefe de Mídias do Governador
    Consórcio Brasil Central
    José Eduardo Pereira Filho – secretário-executivo
    Renata Zuquim – diretora de Relações Internacionais e Parcerias
    Bruno Watanabe – diretor de Projetos
    Fabrício Oliveira – assessor de comunicação
    Ana Luisa Farias – analista internacional
    Prefeitos e vice-prefeitos
    Álvaro Damião Vieira da Paz – prefeito de Belo Horizonte (MG)
    Cícero de Lucena Filho – prefeito de João Pessoa (PB)
    Welberth Porto de Rezende – prefeito de Macaé (RJ)
    Johnny Maycon – prefeito de Nova Friburgo (RJ)
    Janete Aparecida Silva Oliveira – vice-prefeita de Divinópolis (MG)
    Maryanne Terezinha Mattos – vice-prefeita e secretária de Segurança Pública de Florianópolis (SC)
    Cláudia da Silva Lira – vice-prefeita de Goiânia (GO)
    Vanderlei Pelizer Pereira – vice-prefeito de Uberlândia (MG)
    Secretários municipais e representantes locais
    Dilermando Garcia Ribeiro Júnior – secretário de Desenvolvimento Econômico e Inovação de Aracaju (SE)
    Márcio Lobato Rodrigues – secretário municipal de Segurança Pública de Belo Horizonte (MG)
    Paulo Rogério Rigo – secretário de Proteção Civil de Joinville (SC)
    Francisco Vagner Gutemberg de Araújo – secretário de Planejamento de Natal (RN)
    Gilson Chagas e Silva Filho – secretário de Segurança Pública de Niterói (RJ)
    Alexandre Augusto Aragon – secretário municipal de Segurança Pública de Porto Alegre (RS)
    Verônica Pereira Pires – secretária de Inovação, Sustentabilidade e Projetos Especiais de São Luís (MA)
    Flavio Guimarães Bittencourt do Valle – vereador do Rio de Janeiro (RJ)
    Davi de Mattos Carreiro – chefe executivo do CIVITAS (Centro de Inteligência, Vigilância e Tecnologia de Segurança Pública do Rio de Janeiro)
    Francisco Nélio Aguiar da Silva – presidente da FAMEP, ex-prefeito de Santarém e secretário regional de Governo para o Baixo Amazonas (PA)
    source
    Fonte: G1

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