O mesmo fez André Mendonça, ministro indicado por Jair Bolsonaro, mas evangélico como Messias, só que em eventos. Por fim, Cristiano Zanin, indicado de Lula ao tribunal, passou a se apresentar quase como que fiador dos que desconfiam de um eventual alinhamento automático entre Messias e Mendonça por conta da afinidade religiosa.
O alinhamento desses astros, de diferentes órbitas, foi o que deu chances ao escolhido do petista de passar pela provação no Senado Federal.
Milagre
O hoje advogado-geral da União fechou-se nos últimos dias, mas disse a aliados que defenderá na Comissão de Constituição e Justiça “diálogo, conciliação e pacificação”, palavras mágicas para um Supremo emparedado pela opinião pública e um Congresso não menos pressionado por uma série de investigações.
Econômico, o candidato têm recorrido, como sempre, a passagens bíblicas para espelhar seu estado de espírito. A um amigo, disse recentemente que havia entregado seus “dois peixinhos e cinco pães” no altar. “Agora a obra é de Deus”, concluiu, segundo o relato.
Trata-se de uma referência à passagem bíblica de João (6:9-14) que relata o milagre da multiplicação dos pães e peixes por Jesus, que com quase nada teria alimentado cinco mil pessoas. O que Messias precisa amanhã é do milagre da multiplicação dos votos.
noticia por : UOL
