Outro aspecto denunciado pelos americanos é o Haiti. “Gangues armadas controlam as ruas e os portos da capital, e a ordem pública praticamente entrou em colapso. Enquanto o Haiti cai no caos, a crise humanitária, de segurança e de governança que se desenrola reverbera por toda a região. E, mais uma vez, o que esta Organização tem feito?”, questionou.
“Os Estados Unidos já destinaram quase um bilhão de dólares a essa força. Elogiamos o envio de efetivo da força de segurança e outras contribuições de algumas das nações representadas nesta sala que tornaram a missão possível, mas os Estados Unidos não podem continuar arcando com esse pesado ônus financeiro”, alertou.
Landau disse que quer que a OEA tenha um papel na crise política no Haiti. “Mais uma vez, se a OEA não estiver disposta ou for incapaz de desempenhar um papel construtivo no Haiti, então devemos nos perguntar seriamente por que a OEA existe”, disparou.
“E quero deixar claro: não estou mencionando a Venezuela e o Haiti a fim de apontar culpados. Em vez disso, estou aqui para estender a mão da amizade a esta Organização e a todos que a aceitarem. Mas a amizade é uma via de mão dupla. O secretário Rubio e eu temos de poder dizer a nosso presidente e a nosso povo que nosso investimento substancial nesta Organização beneficia nosso país. Não tenho certeza se estamos em posição de fazer isso agora, e estou lhe pedindo de boa fé que me ajudem a defender esse argumento”, argumentou o americano.
Sinceramente, temo que pelo menos alguns Estados-membros, e talvez até mesmo alguns observadores externos, vejam esta Organização como um fórum para provocar os Estados Unidos. Lamento que isso aconteça, pois esta Organização, pelo menos teoricamente, pode desempenhar um papel valioso na melhoria das condições econômicas, sociais e políticas para todos os povos deste Hemisfério.
Landau ainda citou a eleição da dissidente cubana Rosa María Payá para a Comissão Interamericana de Direitos Humanos. “A fim de obter credibilidade e sucesso, a Comissão deve priorizar os abusos e as violações dos direitos humanos mais graves e urgentes, especialmente quando não há recursos internos disponíveis”, disse, numa referência às contribuições americanas.
noticia por : UOL




