Fórmula 1 cancela corridas de abril no Bahrein e na Arábia Saudita devido à guerra no Oriente Médio


    Corridas de Fórmula 1 serão canceladas por conta da guerra no Oriente Médio, diz BBC
    Hollie Adams/Reuters
    Os Grandes Prêmios do Bahrein e da Arábia Saudita na Fórmula 1 não serão realizados em abril devido ao conflito no Oriente Médio, anunciou a categoria neste sábado (14).
    O anúncio já era amplamente esperado. O comunicado divulgado pela categoria — de propriedade da Liberty Media — e pela entidade reguladora Federação Internacional de Automobilismo (FIA), além dos promotores locais, informou que as corridas não serão substituídas no calendário do próximo mês.
    🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1
    Fontes da agência Reuters disseram que também é improvável que as provas sejam remarcadas para mais tarde neste ano, devido a questões logísticas e climáticas, embora o comunicado não tenha descartado explicitamente essa possibilidade. Com isso, o calendário deve ser reduzido de 24 para 22 corridas.
    “Embora tenha sido uma decisão difícil de tomar, infelizmente é a correta neste momento, considerando a situação atual no Oriente Médio”, disse o diretor-executivo da Fórmula 1, Stefano Domenicali.
    Veja os vídeos em alta no g1:
    Veja os vídeos que estão em alta no g1
    O circuito desértico de Circuito de Sakhir, no Bahrein, deveria receber a quarta etapa da temporada em 12 de abril, enquanto o circuito de rua Jeddah Corniche Circuit, na Arábia Saudita, sediaria a corrida no fim de semana seguinte.
    Ambas as provas são realizadas à noite, sob iluminação artificial.
    Prazo para envio de cargas estava próximo
    Os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã continuam, enquanto drones e mísseis iranianos atingiram capitais do Oriente Médio, incluindo Manama, no Bahrein, onde membros das equipes estariam hospedados.
    Aeroportos na região foram fechados, incluindo o de Manama, enquanto o Irã ameaça bloquear a rota comercial estratégica do Estreito de Ormuz.
    O Bahrein também abriga o quartel-general da Quinta Frota da Marinha dos Estados Unidos.
    O prazo para o envio das cargas da corrida para o Bahrein era 20 de março, segundo fontes com conhecimento do assunto ouvidas pela Reuters. Atualmente, a Fórmula 1 disputa etapa em Xangai, na China, com o Japão sendo o próximo destino do calendário, em 29 de março.
    Depois disso, o próximo GP será em Miami, nos Estados Unidos, em 3 de maio.
    A FIA afirmou que, embora vários locais alternativos tenham sido considerados, decidiu-se deixar o mês de abril sem corridas.
    A entidade disse que a decisão foi tomada em plena consulta com a Fórmula 1, promotores locais e clubes membros da FIA.
    As etapas da Fórmula 2, Fórmula 3 e da F1 Academy previstas para as corridas no Oriente Médio também não serão realizadas.
    “A FIA sempre colocará a segurança e o bem-estar da nossa comunidade e dos nossos colegas em primeiro lugar”, afirmou o presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, em comunicado.
    “Após cuidadosa consideração, tomamos essa decisão com essa responsabilidade firmemente em mente. Continuamos a esperar por calma, segurança e um rápido retorno à estabilidade na região”, acrescentou.
    “Bahrein e Arábia Saudita são extremamente importantes para o ecossistema da nossa temporada de corridas, e espero retornar a ambos assim que as circunstâncias permitirem.”
    Países pagam altas taxas para sediar corridas
    As duas corridas são grandes contribuintes para o balanço financeiro da Fórmula 1. Apenas as taxas pagas pelo Bahrein para sediar a prova são estimadas em cerca de US$ 45 milhões por ano, enquanto as da Arábia Saudita provavelmente são ainda maiores.
    É a segunda vez que o Bahrein tem sua corrida — o maior evento esportivo anual do país — cancelada. Em 2011, a prova foi cancelada devido a protestos e agitação civil no reino do Golfo.
    A corrida de Jeddah também foi colocada em dúvida em 2022 após ataques com mísseis e drones dos houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã, contra uma instalação petrolífera próxima ao circuito.
    O grande prêmio acabou sendo realizado depois que as equipes receberam garantias de segurança e os pilotos se reuniram por mais de quatro horas para discutir a situação.
    As corridas também são investidores relevantes no esporte: o fundo soberano do Bahrein, Mumtalakat, é proprietário da equipe campeã McLaren, enquanto a gigante petrolífera saudita Aramco é patrocinadora principal da Aston Martin.
    source
    Fonte: G1

    Sair da versão mobile