Guzmán, de 35 anos, é acusado de conspirar em uma atividade criminosa em andamento, importando e distribuindo fentanil, lavagem de dinheiro e armas de fogo.
Sua culpa, sem dúvida, resultará em uma pena menor do que a prisão perpétua que seu pai cumpre nos Estados Unidos, após ser condenado em um julgamento de grande repercussão em 2018.
Extraditado para os Estados Unidos em 2023, logo após sua prisão no México, o “Chapito” poderá oferecer às autoridades americanas “informações valiosas” sobre o cartel e seus protetores, disse à AFP Mike Vigil, ex-chefe de operações da DEA.
Em particular, ele poderá depor sobre onde o cartel de Sinaloa obtém os precursores químicos para a produção de metanfetaminas e fentanil ? um poderoso opioide associado a dezenas de milhares de mortes todo ano nos Estados Unidos ? assim como sobre os empresários que colaboram com ele e os políticos que lhe fornecem proteção.
Ele também poderá ser testemunha nos julgamentos de outros traficantes de drogas que serão julgados, como o cofundador do cartel de Sinaloa com seu pai, Ismael “Mayo” Zambada, semelhante ao que seu filho, Jesús Vicente Zambada, conhecido como “El Vicentillo”, fez contra El Chapo.
Em maio, as autoridades americanas permitiram a entrada de 17 parentes de Ovidio Guzmán no país como parte do acordo, lembra Vigil.
noticia por : UOL



