“O que eu ganharia sendo um governador sem maioria no Parlamento? Preciso de uma equipe estável por cinco anos, na qual este estado possa confiar”, disse ao jornal Welt na terça-feira (11/08).
Não está claro se Siegmund concorreria à eleição para governador no Parlamento estadual sem ter maioria própria, já que, nesse caso, dependeria permanentemente do BSW.
Ao apresentar suas propostas em temas como educação, cuidados de idosos e doentes, energia, segurança interna, mídia e liberdade de expressão, o BSW frisou que faz uma “oferta a todos os outros partidos”, incluindo a AfD, sugerindo que todos poderiam chegar a acordos caso a caso.
Wagenknecht tem repetido publicamente em diversas ocasiões ser contra a exclusão da AfD de governos, e fez acenos à sigla também no estado da Turíngia, onde o BSW é parceiro júnior dos social-democratas e conservadores em um instável governo sem maioria no Parlamento.
Ali, o chefe local da AfD, Björn Höcke, que também é considerado um extremista de direita pelas autoridades alemãs, tem cortejado a líder populista de esquerda e ofereceu a ela recentemente o apoio de seu partido para torná-la governadora do estado.
“Minha bancada e eu estamos prontos para abrir o caminho para a senhora”, disse ele na quinta-feira (13/08). “Vamos fazer história e acabar juntos com o cordão sanitário [dos demais partidos que isolam a AfD] na Turíngia — não em algum momento depois da eleição na Saxônia-Anhalt, e sim agora mesmo.”
noticia por : UOL




