Nesta segunda-feira, 7 de julho, o ex-prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, participou de um encontro solicitado por vereadores da capital. Antes da reunião, Pinheiro falou à imprensa e não poupou críticas à atual gestão do município. Ele abordou temas como o estacionamento rotativo, a obra do Mercado Municipal, a lentidão da arborização no centro histórico, além de fazer duras declarações sobre o prefeito Abílio Júnior.
Durante sua fala, o ex-prefeito defendeu a Parceria Público-Privada (PPP) do estacionamento rotativo como um dos legados de sua administração. “Tudo foi baseado em estudos técnicos e econômicos rigorosos. A margem de lucro da empresa parceira é de 12% ao ano, inferior à de outros contratos públicos, como o da Águas Cuiabá, que é de 17%”, explicou. Emanuel também frisou que os contratos são transparentes e regidos por segurança jurídica, sem vínculo direto com receitas públicas.
Questionado sobre a crítica de que os contratos firmados retirariam recursos do fundo municipal, Pinheiro rebateu: “A fonte 500 vai pagar o que for condizente. Não há relação com a receita municipal, é um contrato jurídico, e não financeiro vinculado. Só seria necessária aprovação legislativa se houvesse vinculação de receita, o que não existe nesse caso”, pontuou.
Ao ser cobrado sobre a lentidão das obras de arborização e revitalização do centro histórico, Emanuel alegou que, embora o contrato exista desde 2022, obras grandiosas exigem tempo. “O projeto está dentro do cronograma. Quem não consegue antever a conclusão da obra não entende a complexidade de um processo construtivo. A falta de visão prejudica o progresso”, afirmou.
Pinheiro também alfinetou a atual gestão ao comentar sobre a reforma do Mercado Municipal. “A obra só começou agora, em 2025. Isso mostra que a prefeitura não tem capacidade de execução. Assumiram a gestão em janeiro e, até agora, não demonstraram liderança. Estão perdidos”, criticou. Ele destacou que o projeto inclui melhorias como bicicletários, relógios digitais, bancos e calçadas mais amplas.
Ao comentar o afastamento de vereadores investigados e os silêncios recentes da Câmara, Emanuel se mostrou surpreso. “Na minha época, muitos pediam CPI, comissão processante… Agora estão todos calados. Pelo menos respeitam o direito de defesa”, ironizou, sugerindo que há seletividade nas cobranças atuais contra ele e sua gestão.
Em tom de indignação, Emanuel concluiu afirmando que Cuiabá está acéfala. “A cidade não tem prefeito. A atual gestão é desorganizada, míope, ultrapassada. Não tem visão de futuro. Infelizmente, esse projeto inovador de PPP, que é referência nacional, está sendo sabotado por pura incompetência administrativa”, acusou.
Para o ex-prefeito, a modernização da cidade precisa continuar, independentemente da gestão atual. Ele afirmou que continuará defendendo os projetos que iniciou e que visam transformar Cuiabá em uma capital modelo. “Eu sonho com uma Cuiabá próspera, moderna, e por isso tenho tanto orgulho do que fizemos. Não vou permitir que destruam isso”, finalizou, sob aplausos de alguns apoiadores.




