O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), fez um aceno nesta sexta-feira (4) ao seu homólogo em Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), sobre as eleições de 2026, e sinalizou que poderia deixar a disputa se o mineiro tiver mais chance de vitória e ganhar terreno nas pesquisas.
Em debate no Fórum da Liberdade, ocorrido em Porto Alegre, Leite afirmou a Zema, com quem dividia o palco, que “se for contigo, estamos juntos. Se for com outro que a gente ache, não tem problema”.
Também colocou seu nome à disposição para o Senado e disse que nenhuma configuração política está descartada, mas ressaltou ser cedo para discutir a formação de alianças e a definição de nomes para o pleito. Ambos figuram como pré-candidatos na disputa dentro do campo da direita.
“O importante é que não é só sobre tirar esse governo do qual nós divergimos. Nós precisamos ter uma agenda, construir politicamente, formar coalizão e sustentar uma agenda de transformação para o Brasil”, afirmou o governador gaúcho.
Apontados como possíveis presidenciáveis, Leite e Zema falaram sobre suas gestões no palco principal do evento, que reuniu ao longo de dois dias nomes proeminentes da direita, como os dos deputados federais Nikolas Ferreira (PL-MG) e Marcel Van Hattem (Novo-RS).
O chefe do Executivo mineiro tem desvantagem ante Lula (PT) na pesquisa Quaest de intenção de voto para o Palácio do Planalto divulgada nesta semana. O governador registra 31%, ante 43% do petista, que segue na dianteira em todos os cenários testados pela empresa de pesquisa e consultoria.
Eduardo Leite reiterou que ele e Zema possuem mais convergências que divergências, acrescentando que a construção das alianças políticas deve ocorrer ao final do ano, ressaltando a necessidade de discussão de ideias para o país.
“Se a gente for capaz de sentar e entender: ‘olha, a agenda é essa, os projetos são esses, o foco deve ser nisso aqui, convergimos’, muito bem, então nós vamos entender quem tem capacidade eleitoral, política, das circunstâncias, e a capacidade de levar essa agenda à frente. O governador Zema é um deles, um desses nomes, sem dúvida nenhuma, tem outros que tem o meu respeito, assim como eu me coloco à disposição se entenderem que eu sou um nome”, afirmou o gaúcho.
Leite também disse que o PSDB, partido do qual faz parte e que tem sofrido uma desidratação nos últimos anos, deve ter alguma definição sobre o processo de fusão ou incorporação de siglas no final do mês. Evitou, entretanto, posicionar-se sobre o tema, dizendo discuti-lo internamente.
Ele afirmou que os tucanos devem pensar se conseguem sustentar candidaturas nacionais e regionais.
“O PSDB, de fato, viu o seu caminho ficar mais estreito. Infelizmente, perdeu ao longo do caminho o protagonismo no debate político brasileiro e isso enseja discussão sobre as regras do jogo, se apresenta a capacidade de sustentar candidaturas, não só nacionalmente, como regionalmente.”
noticia por : UOL