Defesa alega estupro na infância e pede que Justiça reconheça insanidade mental de assassina

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VANESSA MORENO

DO REPORTÉR MT

Os advogados de defesa de Nataly Helen Martins Pereira, que confessou ter assassinado Emelly Beatriz Azevedo Sena de 16 anos, pediram que a Justiça reconheça a insanidade mental e a inimputabilidade dela. Como justificativa, eles alegaram que a mulher já foi estuprada na infância, fato que resultou em depressão profunda e quadros recorrentes de surto psicótico.

Nataly cometeu o crime no dia 12 de março, após ter atraído Emelly, que estava grávida de nove meses, para uma casa no bairro Jardim Florianópolis, em Cuiabá. No local, ela matou a a jovem asfixiada, realizou o parto utilizando uma faca e uma navalha e enterrou a vítima em uma cova rasa no quintal.

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Após a ação, a criminosa tentou registrar a criança no Hospital Santa Helena, mas foi presa. Na delegacia, ela confessou e deu detalhes sobre o crime.

Diante dos acontecimentos, o Ministério Público denunciou Nataly por feminicídio, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima; tentativa de aborto sem consentimento; subtração da criança; parto suposto; ocultação de cadáver; fraude processual; falsificação de documento e uso de documento falso.

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Agora, os advogados André Fort e Ícaro Vione tentam atenuar a pena alegando que Nataly é portadora de distúrbios mentais devido ao estupro sofrido, que foi cometido por um familiar, em 2011.

É portadora de distúrbios mentais, tendo sido vítima de estupro no ano de 2011 pelo tio de sua genitora, episódio traumático que resultou em depressão profunda, tentativa de suicídio e quadros recorrentes de surto psicótico”, diz trecho das alegações da defesa.

Além da instauração do incidente de insanidade mental e do reconhecimento da inimputabilidade, os advogados pedem que a Justiça afaste as qualificadoras do homicídio.

A exclusão das qualificadoras do meio cruel, do recurso que dificultou a defesa da vítima e do feminicídio, por ausência de suporte fático e jurídico, conforme fundamentos lançados nesta resposta”, pediram os advogados.

Eles também pedem a desclassificação da tentativa de aborto para lesão corporal grave; a substituição do crime de subtração da criança pelo crime de fazer justiça com as próprias mãos para satisfazer pretensão legítima; a substituição da tentativa de parto suposto por ausência de registro e consumação e o afastamento da fraude processual por ausência de potencialidade.

A defesa pediu ainda uma perícia para confirmar a insanidade mental de Nataly e que a denúncia do Ministério Público seja parcialmente rejeitada por excesso de tipificação.

FONTE : ReporterMT