Defensoria questiona agência da ONU sobre relatos de racismo e assédio

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“Os relatos recebidos indicam a existência de práticas abusivas de assédio moral e racismo sistemático cometidas, em tese, por funcionários da OIT, especificamente do Escritório do Brasil”, afirma a DPU, no documento enviado à agência da ONU.

Três defensores públicos federais assinam o ofício: Diana Freitas de Andrade, coordenadora do Grupo de Trabalho Povos Indígenas; Yuri Michael Pereira Costa, coordenador do Grupo,de Trabalho Políticas Etnorraciais e Célio Alexandre John, coordenador do Grupo de Trabalho Comunidades Tradicionais,

Ainda de acordo com o documento, as práticas abusivas “seriam direcionadas a colaboradores externos negros, pessoas trans e pessoas de terreiro, que atuam junto aos diversos povos originários, comunidades tradicionais e periféricas beneficiados pelo Projeto “Àwúre“, afirma a DPU, no documento.

“Consideramos fundamental que as medidas de investigação sejam conduzidas com rigor e celeridade, assegurando a coleta de evidências necessárias e a responsabilização dos possíveis envolvidos, em conformidade com a legislação vigente”, afirmam os defensores públicos.

Procurados, os defensores públicos confirmaram que não receberam resposta da OIT e, por esta razão, não irão se pronunciar sobre o caso. Que resposta estranha. Imagino que tomem mais alguma medida – no mínimo reiterar o ofício.

A assessoria da DPU afirma que o ofício foi enviado por e-mail ao MPT e à OIT.

noticia por : UOL