Catar e Egito pedem implementação de 2ª fase do acordo de trégua em Gaza


    Relembre os dois anos de guerra entre Israel e Hamas na Faixa de Gaza
    Catar e Egito, mediadores no conflito entre Israel e Hamas na Faixa de Gaza, pediram, neste sábado (6), a retirada das tropas israelenses do território palestino e o envio de uma força internacional para aplicar integralmente o acordo de trégua.
    Estes dois países, junto com Estados Unidos, atuaram para o acordo de trégua em Gaza, que entrou em vigor em 10 de outubro.
    Na 2ª fase do acordo, que ainda não começou, Israel deve retirar-se de suas posições no território palestino.
    Também está prevista a criação de uma autoridade interina e o desdobramento de uma força internacional de estabilização (ISF, na sigla em inglês). Também está previsto o desarmamento do Hamas.
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    O Hamas declarou, neste sábado (6), que está disposto a entregar suas armas na Faixa de Gaza a uma autoridade palestina que governe o território, com a condição de que termine a ocupação pelo Exército israelense.
    “Nossas armas estão vinculadas à existência da ocupação e da agressão”, afirmou em comunicado Khalil al Hayya, chefe negociador do Hamas e responsável pelo movimento em Gaza. “Se a ocupação terminar, essas armas serão colocadas sob a autoridade do Estado”, acrescentou.
    “Estamos em um momento crítico (…) Não se pode completar uma trégua a menos que haja uma retirada total das forças israelenses e seja restabelecida a estabilidade em Gaza”, declarou o primeiro-ministro do Catar, xeque Mohammed bin Abdulrahman al Thani, no Fórum de Doha, uma conferência diplomática realizada anualmente na capital deste Estado do Golfo.
    “Precisamos enviar esta força o mais rápido possível para o terreno, porque uma das partes, Israel, viola diariamente o cessar-fogo”, afirmou, por sua vez, o ministro das Relações Exteriores do Egito, Badr Abdelatty.
    No entanto, os países árabes e muçulmanos têm mostrado relutância em participar desta força, que poderia ter que combater com milicianos palestinos.
    Ataques aéreos israelenses atingem um quarteirão residencial perto da Mesquita de Al-Sousi, no campo de refugiados de Al-Shati, a oeste da cidade de Gaza, nesta quarta-feira, 29 de outubro de 2025.
    Hashem Zimmo/TheNewsS2/Estadão Conteúdo
    Ainda há questões a serem resolvidas
    O chanceler turco, Hakan Fidan, que também participou do fórum, afirmou que as conversas sobre este destacamento continuam em curso e que ainda há questões a serem resolvidas quanto à sua estrutura de comando e aos países que forneceriam efetivos.
    Seu principal objetivo, segundo Fidan, “deveria ser separar os palestinos dos israelenses (…) Depois poderemos abordar as demais questões pendentes”, acrescentou.
    Abdelatty apoiou a ideia e pediu que a força fosse implantada ao longo da “linha amarela com o objetivo de verificar e supervisionar” a trégua.
    Desde que o cessar-fogo entrou em vigor, as forças israelenses dispararam contra palestinos nas proximidades desta linha.
    Segundo o plano de 20 pontos apresentado inicialmente por Washington, o Hamas deve entregar suas armas, o que o grupo tem rejeitado repetidamente.
    Al Thani declarou que o Catar e os demais garantidores da trégua, Turquia, Egito e EUA, “estão trabalhando juntos para impulsionar a próxima fase” do acordo.
    A Turquia indicou que deseja participar na força de estabilização, mas seus esforços são vistos com maus olhos em Israel, que considera que o governo turco está muito próximo do Hamas.
    Em Doha, Fidan declarou que o desarmamento do grupo islamista não deveria ser a principal prioridade em Gaza.
    “O desarmamento não pode ser a primeira coisa a ser feita no processo. Precisamos colocar as coisas em ordem, precisamos ser realistas”, afirmou.
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    Fonte: G1

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