Início POLICIA C6 no Rock leva multidão ao Ibirapuera com clássicos do rock nacional

C6 no Rock leva multidão ao Ibirapuera com clássicos do rock nacional

O festival C6 no Rock reuniu 20 mil saudosistas no parque Ibirapuera, em São Paulo, neste fim de semana para ouvir sucessos do rock nacional dos anos 1980.

O Ira! abriu o segundo dia de festival tocando as músicas do álbum “Vivendo e Não Aprendendo”, lançado em 1986. O guitarrista Edgar Scandurra e o vocalista Nasi, da formação original da banda, mostraram que ainda estão bem afinados no palco e embalaram o público com “Envelheço na Cidade”, “Dias de Luta” e “Flores em Você”.

Como diz um dos versos da canção “Quinze Anos (Vivendo e Não Aprendendo”, muitos dos jovens senhores e senhoras presentes que eram adolescentes na década de 1980 voltaram aos seus 15 anos.

Na sequência, a Blitz fez todo mundo dançar com as músicas descontraídas do álbum “As Aventuras da Blitz”, de 1982. Com a participação especial da cantora Fernanda Abreu, que integrou a banda no início de sua formação, a trupe liderada por Evandro Mesquita tocou “Geme Geme”, “Mais Uma de Amor” e “Você Não Soube me Amar”.

Além de cantar e dançar, o público também se divertiu com uma bola gigante amarela com o nome da Blitz que a banda lançou na plateia. Foi como se por um momento de fato todos tivessem 15 anos.

O sol já estava quase se pondo quando o guitarrista Dado Villa-Lobos e o baterista Marcelo Bonfá subiram ao palco para tocar o álbum “Dois”, lançado em 1986 pela Legião Urbana, banda que ambos formaram com Renato Russo (1960 – 1996).

Ainda no início do show, Dado citou o verso da canção “Eduardo e Mônica” para confirmar a longevidade dos sucessos da Legião Urbana. “Quem um dia iria dizer que estaríamos aqui hoje no parque Ibirapuera, 40 anos depois de tocar no ginásio [do Ibirapuera] aqui perto”, disse.

Apesar de a maioria do público ser formado em sua maioria por jovens 40 mais, havia muitas crianças e adolescentes acompanhados dos pais, todos embalando sucessos como “Quase Sem Querer” e “Índios”. Mas foi na canção “Tempo Perdido” que a emoção tomou conta e em uníssono todos cantaram o verso “somos tão jovens…”.

Única cantora na programação do festival, Marina Lima tocou os sucessos do álbum “Fullgás”, lançado em 1984. Ela homenageou o irmão, o poeta Antônio Cícero (1945 – 2024), com quem fez parceria em diversas canções e cantou sucessos como “Veneno”, “Me Chama” e “Mesmo Que Seja Eu”. Também parceiro de Marina em algumas canções, o cantor Lobão fez participação especial e tocou bateria.

A homenagem ao Cazuza encerrou a segunda e última noite do festival. O show “Todo Amor Que Houver Nesta Vida” reuniu músicos de várias bandas e cantores para tocar os sucessos do poeta que começou a carreira no Barão Vermelho.

Entre os cantores estavam Arnaldo Antunes, Johnny Hooker, Leoni, Lobão, Maria Gadú e Léo Jaime, que contou ao público o quanto era fã de Cazuza. Mas foi Frejat que animou o público já no final do show. Eles encerraram o festival cantando “Brasil”, um dos maiores sucessos de Cazuza.

O C6 no Rock foi o primeiro festival temático com bandas dos 1980 em São Paulo. A Dueto, organizadora do evento, não descarta a possibilidade de novas edições.

“Estamos muito felizes com o que aconteceu nesses dois dias, com a energia do público e com a força dos shows, que trouxeram de volta um capítulo tão importante da música brasileira. Foi muito bonito ver essas canções e esses discos, que atravessaram quatro décadas, mobilizando o público dessa forma. Agora queremos deixar essa experiência decantar e absorver tudo o que ela provocou. O futuro está em aberto e vamos pensar com carinho nos próximos passos”, disse Jeffrey Neale, sócio da Dueto.

noticia por : UOL

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