Paraibana de Pedras de Fogo está desaparecida há mais de um mês na Espanha
A paraibana Mônica Maria da Silva, de 36 anos, que estava desaparecida em Barcelona, na Espanha, foi encontrada, de acordo com informações da família dela ao g1 nesta quinta-feira (27). Segundo a família, ela foi encontrada pela polícia espanhola, que enviou um comunicado formal aos familiares.
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Nesse comunicado, que o g1 teve acesso, a polícia espanhola informou que a paraibana foi encontrada na segunda-feira (24) e que ela disse “estar bem” e não querer compartilhar a localização dela com a família.
Os familiares de Mônica Maria também informaram que o Consulado Brasileiro na Espanha também informou que ela foi encontrada, que se encontra bem e que não gostaria de ter a localização compartilhada.
O g1 entrou em contato com o Ministério das Relações Exteriores, o Itamaraty, que disse apenas que por meio do Consulado-Geral do Brasil em Barcelona, “tem conhecimento do caso e presta a assistência consular devida”.
Entenda o caso
Natural de Pedras de Fogo, Mônica vive no país europeu há cerca de dois anos e o último contato com a família havia acontecido, de forma direta, em 4 de julho, durante uma chamada de vídeo.
Desde então, familiares tentam descobrir onde Mônica está. A filha dela, de seis anos, vive no Brasil sob os cuidados de familiares e também deixou de ter contato com a mãe.
O g1 reuniu as informações divulgadas pela família, pelas autoridades e por uma brasileira que vive em Barcelona e decidiu ajudar nas buscas para explicar o que já se sabe sobre o desaparecimento de Mônica.
Quem é a paraibana desaparecida na Espanha
Paraibana está desaparecida há mais de 40 dias em Barcelona, na Espanha
Arquivo Pessoal/Cristina Silva
Mônica Maria da Silva tem 36 anos, é natural de Pedras de Fogo, na Paraíba, e trabalha como cabeleireira. Ela vive na Espanha há cerca de dois anos e se apresenta, em seu perfil profissional no Instagram, como especialista em alisamento capilar.
Mônica tem uma filha de seis anos, que mora em Pedras de Fogo sob os cuidados da irmã dela, Cristina Silva. Segundo a família, a menina esteve com a mãe no Brasil em outubro de 2024, quando tinha quatro anos. Depois, ficou no país, enquanto Mônica retornou para a Espanha.
A paraibana foi para a Espanha pela primeira vez em 2021. Depois de passar um período no Brasil, voltou ao país europeu em 2024, segundo a irmã.
Último contato com a família
O último contato de Mônica Maria da Silva com a família aconteceu no dia 4 de julho, por meio de uma chamada de vídeo, segundo a irmã dela, Cristina Silva.,
Após alguns dias sem notícias, Cristina passou a procurar amigas da irmã que vivem na Espanha para tentar descobrir informações sobre Mônica.
“Passaram-se 15 dias, a gente ficou aguardando, ela não retornou mais ligação e a gente ficou aguardando. Aí a menina [a filha] pediu para mandar uma mensagem quando a Espanha ganhou a Copa e eu observei que a mensagem não chegou”, disse a irmã.
Família descobre que paraibana vivia relacionamento conturbado
Durante o contato com amigas da irmã que vivem na Espanha, Cristina recebeu informações de que Mônica mantinha um relacionamento conturbado.
“Comecei a perguntar às amigas se alguém sabia de alguma coisa, foi quando começaram a aparecer coisinhas, como que ela não ia bem no relacionamento, que ele já havia batido nela, ele já cortou a cabeça dela, esse tipo de situação”, contou.
A família não sabe o nome do homem com quem Mônica se relacionava. Segundo os relatos recebidos, ele é da República Dominicana, também é imigrante na Espanha e tem dois filhos.
Durante as buscas, Cristina também conseguiu identificar o endereço onde Mônica morava, próximo à estação de metrô Can Cuiàs, na região de Ciutat Barcelona, perto de Santa Coloma de Gramenet.
Cliente envia fotos, vídeos e mensagens de Mônica para a família
Paraibana pediu para que cliente guardasse as provas das agressões sofridas
Arquivo Pessoal/Cristina Silva
Durante as tentativas de localizar Mônica, uma cliente da cabeleireira entrou em contato com Cristina e informou que havia conversado com a paraibana. Ela enviou à família fotos, vídeos e mensagens que teria recebido de Mônica.
Segundo Cristina, em uma das mensagens, enviada em abril, Mônica pediu que a cliente guardasse o material porque tinha medo de ficar sem o celular. A família não soube informar por que ela demonstrou esse receio.
Cristina afirmou ainda que, em algumas imagens, Mônica aparece ao lado de um homem que não era conhecido pela família e que seria um possível namorado.
A irmã também relatou ter recebido fotos nas quais Mônica aparece com as unhas machucadas ou arrancadas. Segundo Cristina, houve ainda informações de que a paraibana teria sido agredida pelo homem.
A família também recebeu a informação de que Mônica teria procurado, em algum momento, o SARA (Servicio de Atención, Recuperación y Acogida), serviço de atendimento e acolhimento para mulheres em situação de violência na Catalunha.
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Fonte: G1
