Brasil não planeja tomar represálias contra tarifas ao aço impostas por Trump

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“Nós já negociamos outras vezes em condições mais desfavoráveis que essa”, destacou Haddad após um encontro em Brasília com representantes do setor siderúrgico, que lhe apresentaram propostas para proteger a indústria brasileira.

Segundo o ministro, na reunião foram apresentados argumentos muito consistentes de que os Estados Unidos só têm a perder com as tarifas que afetam o Brasil, porque o comércio entre os dois países é “muito equilibrado”. 

Os governos Lula e Trump iniciaram um diálogo na semana passada sobre as novas medidas tarifárias, de acordo com o governo brasileiro. 

Em conversa telefônica em 7 de março, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o novo representante do Comércio dos EUA, Jamieson Greer, concordaram em criar “um grupo de trabalho (…) para discutir tarifas comerciais”, disse o Itamaraty na rede X.

A balança comercial bilateral chega a aproximadamente US$ 80 bilhões (R$ 466 bilhões, na cotação atual), com um superávit de US$ 200 milhões (R$ 1,16 trilhão) favorável aos Estados Unidos. 

Depois que Trump anunciou as novas tarifas ao assumir o cargo, Lula alertou que o Brasil responderia com “reciprocidade” se tais medidas fossem implementadas. 

noticia por : UOL