“Sabemos que ainda há muito a ser feito”, admitiu o presidente, reconhecendo “o papel importante” dos povos indígenas na luta contra as mudanças climáticas.
“Sem a proteção dos povos indígenas, o cuidado com a floresta e os rios, a crise climática traria eventos ainda mais extremos, de secas e inundações para toda a população brasileira, sem exceção”, afirmou.
O encontro na Terra Indígena localizada no Mato Grosso ocorreu às vésperas do Acampamento Terra Livre, que reunirá na próxima semana, em Brasília, indígenas de todo o país e de nações vizinhas para exigir das autoridades avanços na demarcação de terras e pedir políticas de proteção contra a violência.
A reunião tem relevância especial este ano, quando o Brasil sediará, em novembro, a COP30, a conferência climática da ONU, em Belém do Pará.
Após voltar à Presidência, em 2023, para um terceiro mandato, Lula retomou o trabalho iniciado entre 2003 e 2010 de homologação de Terras Indígenas.
Mas os líderes indígenas denunciam a lentidão com que o processo avança. Sob o estatuto de proteção, esses territórios sofrem menos o impacto do desmatamento, segundo demonstram dados oficiais.
noticia por : UOL