Após a Companhia Paranaense de Energia (Copel) suspender os cortes no fornecimento de eletricidade para moradores de Apucarana com contas em atraso, a expectativa agora se volta para a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar). A medida da Copel vale até o final de janeiro de 2027 e busca reduzir os impactos financeiros nas famílias afetadas pelo temporal de 21 de setembro, que motivou decreto de situação de emergência no município.
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A decisão foi oficializada em ofício lido na Câmara Municipal pelo vereador Tiago Cordeiro (PDT). Com a resposta positiva da concessionária de energia, o parlamentar cobra uma ação semelhante da Sanepar. “Nós recebemos a resposta agora da Copel, estamos aguardando a resposta da Sanepar ainda, mas eu acredito que nós vamos ter respostas positivas”, afirmou o vereador.
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Foto: Louan Brasileiro
O pedido direcionado às duas empresas estatais busca amenizar os prejuízos da população. “É uma preocupação a menos para as pessoas que estão hoje tentando se reestruturar. Mais de 1000 casas desalojadas, mais de 4.000 famílias afetadas, e que tinham a preocupação às vezes de ter que pagar uma conta de luz, de ter que pagar uma conta de água”, ressaltou Tiago Cordeiro.
Sobre as regras para a suspensão do corte de energia, o vereador esclarece que o benefício não isenta o pagamento das faturas. “A suspensão de corte por inadimplemento, ela não zera a fatura. Ele vai ter que renegociar essa fatura num momento oportuno, ou lá na data de janeiro”, explicou. Os consumidores devem procurar os canais de atendimento da Copel, como a agência virtual ou o aplicativo, para obter mais informações e negociar os débitos após o período de carência.
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O vereador destaca que o pedido feito às companhias não tem força de lei, mas busca sensibilizar as empresas. “O requerimento ele não tem ali a força de uma lei, ele é justamente um pedido de informação para que as concessionárias pudessem dizer: há possibilidade de fazer a suspensão no corte temporário? Há possibilidade de conceder uma tarifa solidária? Há a possibilidade de fazer uma condição melhor de pagamento?”, pontuou.
O benefício atende uma população que ainda se recupera dos severos danos da tempestade. O fenômeno climático gerou ventos de quase 125 km/h e afetou mais de 21 mil pessoas na cidade. A força da tormenta destelhou 5 mil residências e deixou 43 mil imóveis sem energia elétrica logo após o impacto.
A economia local também sofreu baques significativos, com prejuízos superiores a R$ 3 milhões no setor agropecuário e mais de R$ 7 milhões no comércio e na indústria. O cenário exigiu uma força-tarefa da Prefeitura e do Governo do Estado para a distribuição emergencial de telhas e lonas aos desalojados.
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