O Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) realizou, neste domingo (1º), a implosão controlada da ponte Marcelino Machado, na saída de São Luís (MA).
A demolição da ponte foi autorizada após vistorias do órgão identificarem sérios problemas estruturais, como deslocamento de blocos de concreto, corrosão de metais, fissuras profundas, forte oxidação das armaduras e perda de rigidez. A estrutura estava interditada desde abril deste ano.
A ponte Marcelino Machado foi projetada há mais de seis décadas para suportar cargas de até 24 toneladas. Segundo o Governo do Maranhão, ela atingiu o fim da vida útil de acordo com a legislação atual, que exige suporte para até 45 toneladas.
A construção ficava no trecho conhecido como Estreito dos Mosquitos, na BR-135. A intervenção mobilizou várias frentes de trabalho devido à proximidade de apenas 16 metros com outra ponte, no sentido oeste, que permanece em operação e é a única ligação rodoviária com a capital.
No lado de São Luís, equipes de emergência do Corpo de Bombeiros ficaram de prontidão com viatura para combate a incêndios, além de profissionais especializados em busca e salvamento, resgate aquático e monitoramento.
Do lado do município de Bacabeira, os bombeiros mantiveram uma ambulância e equipes de atendimento médico de urgência e de controle de eventuais focos de incêndio florestal.
Na fase de planejamento, famílias das proximidades foram orientadas a deixar suas casas durante o período de implosão. A orientação foi reforçada antes da implosão começar, por meio de carros de som e comunicação de agentes de segurança pública, que foram até as residências.
“Seguir as recomendações das autoridades foi essencial para a segurança da população”, declarou o tenente-coronel Marcos Bittencourt, chefe da 5ª Seção do Corpo de Bombeiros.
Antes da operação, foram instalados sensores para monitorar as vibrações provocadas pelas detonações; 20 sismógrafos mediram os impactos na estrutura e no entorno.
Segundo o Dnit, para amortecer parte do choque, foi usado um colchão de solo que reduziu a altura de queda da estrutura de 13 metros para aproximadamente 7 metros.
Outra medida de redução de danos foi a realização da ação durante a maré alta, reduzindo a energia do impacto na água. “Os disparos ocorreram em sequência, com pequenos intervalos entre as detonações, evitando a concentração de energia”, explica o Dnit em nota.
Após a demolição, equipes realizaram inspeções na ponte remanescente, comparando os resultados com as medições obtidas antes da operação.
Devido aos riscos pelo uso de explosivos, a BR-135 foi totalmente interditada entre as 10h e as 16h. O tráfego na ponte remanescente foi liberado em seguida.
O governador do Maranhão, Carlos Brandão (PSD), comemorou o resultado da operação nas redes sociais.
“Parabenizo todos os envolvidos nesta ação, que marca mais uma etapa importante para garantir uma travessia mais segura e melhorar a mobilidade no acesso à Grande Ilha”, escreveu.
Uma nova ponte será construída no valor de R$ 176,7 milhões. O Dnit já realizou a contratação do serviço, sob responsabilidade do Consórcio Ponte Estreito Maranhão. A previsão de conclusão é 2027.
Além do Dnit e do Corpo de Bombeiros, participaram da operação Defesa Civil estadual e municipal, Polícia Militar, Guarda Municipal, Polícia Rodoviária Federal, Secretaria de Estado de Saúde, secretarias municipais de Saúde, Exército Brasileiro e Capitania dos Portos.





