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domingo, outubro 18, 2026
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Míssil inflável 'explode' no colo de Flávio

Ao comentar uma publicação no X de Pete Hegseth, secretário de Defesa dos Estados Unidos, que havia anunciado mais um bombardeio a embarcações no Oceano Pacífico, ele disse: “Que inveja! Eu ouvi que há barcos como esse aqui no Rio de Janeiro, na Baía da Guanabara, inundando o Brasil com drogas. Você não gostaria de passar alguns meses aqui nos ajudando a lutar contra essas organizações terroristas?”

Sim, um senador da República sugere publicamente a uma potência estrangeira que realize operações militares em nossas águas territoriais a fim de bombardear brasileiros sem o devido processo legal.

O tráfico de drogas precisa ser combatido, mas não são aceitáveis, aqui ou em qualquer lugar, mortes infligidas sem apresentação de provas, sem acusações, sem direito de defesa, sem julgamentos, ou seja, sem o devido processo legal. Menos ainda que isso seja feito por uma potência estrangeira.

Não precisamos de uma solução “Deus Ex Machina” estadunidense para resolver nossos problemas; precisamos de autoridades que atuem de forma integrada para combater o crime organizado, estrangulem financeiramente as máfias e interrompam a promiscuidade com traficantes e milicianos.

Pois é mais fácil pedir um míssil do que enfrentar as redes de corrupção, melhorar a investigação policial, investir em inteligência e promover a justiça social, medidas trabalhosas, pouco glamourosas e que não cabem em 280 caracteres.

Quero crer que o senador nunca pedirá o uso de armas nucleares contra o seu próprio território, mesmo se perder a eleição. Mas, pelo visto, seus apoiadores, sim, sentindo-se autorizados pela falta de freio que suas lideranças políticas não impõem à militância.

noticia por : UOL

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