Moraes critica Mendonça por sigilo e fala em 'proteção de grupo político'

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Segundo Moraes, o sigilo foi levantado em 15 procedimentos, mas isso não corresponderia à totalidade dos procedimentos relacionados à Pet 15.556 e ao caso Master. O gabinete do ministro apresentou uma tabela que mostra 180 documentos ausentes. Para Moraes, isso dificultaria a análise das provas pelos ministros.

Mendonça nega ter 180 documentos escondidos. Segundo ele, existem várias explicações para a diferença entre os números exibidos pelo sistema e o número de peças efetivamente disponibilizadas. Em uma delas, diz que documentos podem ter sido transferidos para outros processos. Ele cita como exemplo a Pet 16.662, que teria sido criada a partir de documentos retirados da Pet 15.556. Diz que podem existir documentos classificados como “internos”, como ofícios e mandados, que aparecem de maneira diferente no sistema.

Retirada de sigilo de investigações

Mendonça retirou o sigilo de parte dos processos ontem à noite. Na tarde de hoje, a PGR (Procuradoria-Geral da República) argumentou que a listagem de documentos disponibilizada estava incompleta e pediu o levantamento do sigilo de todos os arquivos relacionados ao caso. Moraes também já havia solicitado a divulgação do material e afirmou que seu colega “tornou público somente o que entendeu conveniente”.

Em seguida, Fachin acolheu o pedido da PGR e deu 24 horas para que Mendonça tomasse providências. O presidente do STF solicitou o fim do sigilo de procedimentos contidos ou relacionados à Operação Compliance Zero, com exceção daqueles que tiverem diligências em andamento ou a serem realizadas.

Mendonça havia levantado o sigilo de 15 procedimentos envolvendo o Master, incluindo o caso do contrato de R$ 131 milhões assinado pelo banco com o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre Moraes. Também foram tornados públicos os inquéritos sobre a “Turma”, milícia que seria encarregada de ameaçar desafetos de Vorcaro, e “Os Meninos”, que, segundo a PF, operava como núcleo tecnológico do ex-banqueiro voltado a ataques cibernéticos e derrubada de perfis em redes sociais.

noticia por : UOL