DO REPÓRTERMT
Não bastasse retirar o imposto no momento exato da venda com o novo sistema, o Governo Federal ainda estuda remunerar os bancos para executar a cobrança automática. A proposta prevê o pagamento de R$ 0,39 por operação processada pelo chamado split payment.
Com uma estimativa de 1,3 bilhão a 1,5 bilhão de transações por ano, a conta pode variar de R$ 507 milhões a R$ 585 milhões anuais. O benefício seria concedido às instituições financeiras por meio de créditos tributários, corrigidos pela taxa Selic.
>>> Receba as principais notícias de Mato Grosso em primeira mão. Clique aqui!
Na prática, o empresário vende, mas recebe apenas o valor líquido, perdendo o dinheiro dos impostos que hoje permanece temporariamente no caixa até o recolhimento. Com menos capital de giro, poderá precisar justamente dos bancos para financiar a operação.
O desenho é perfeito para os dois lados do balcão: o governo antecipa e garante a arrecadação, enquanto os bancos recebem para atuar como cobradores. No meio deles, o empresário fica com o caixa espremido e a conta para pagar.
A proposta ainda está em análise e foi questionada pela Controladoria-Geral da União, que apontou risco de a remuneração superar os custos efetivos das instituições financeiras. Ou seja: a reforma vendida como simplificação pode criar um pedágio milionário para cobrar imposto.
FONTE : ReporterMT




