ANA ADÉLIA JÁCOMO
DO REPÓRTERMT
O ex-diretor executivo do Instituto Mato-Grossense de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (Imafir-MT), Afrânio Migliari, um dos alvos da Operação Mandato Espúrio, deflagrada hoje (25) pela Polícia Civil de Mato Grosso, recebeu R$ 774 mil em uma conta pessoal e na conta de uma empresa dele, revelou o inquérito policial que embasou a ação.
As transações financeiras fraudulentas investigadas na operação ultrapassam R$ 1 milhão e pesam também contra o ex-presidente do instituto e candidato a deputado estadual Hugo Garcia (PSDB), que declarou um patrimônio de R$ 9.498.340,34 à Justiça Eleitoral, composto majoritariamente por tratores, pivôs de irrigação e máquinas agrícolas de alto valor.
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A operação destrinchou o destino dos recursos sob suspeita no Imafir. O foco da apuração conduzida pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cuiabá expõe os montantes exatos movimentados de forma irregular durante disputas pela administração da entidade.
De acordo com o inquérito policial, a divisão dos valores repassados irregularmente aponta que R$ 774 mil foram transferidos diretamente para a conta pessoal e para uma empresa pertencente a Afrânio Migliari. Outros R$ 270.000,00 foram destinados ao pagamento de um escritório de advocacia (cujo nome não foi divulgado pelas autoridades).
Os investigados respondem pelos crimes de furto qualificado, estelionato e falsidade ideológica. Conforme as evidências levantadas pela polícia, os repasses e atos de gestão ocorreram mesmo após acordos homologados e decisões judiciais que proibiam os ex-dirigentes de gerir as contas ou responder pelo instituto.
ALMT
A investigação apura os crimes de furto qualificado, estelionato e falsidade ideológica, supostamente cometidos pelo ex-presidente, Hugo Garcia. Ele é suplente de deputado estadual e candidato à reeleição.
Na operação desta terça-feira, além dos mandados de busca e apreensão cumpridos nas residências dos alvos, onde foram recolhidos relógios de luxo, joias e eletrônicos, o Poder Judiciário determinou o bloqueio judicial de contas bancárias e a desativação de todas as credenciais eletrônicas, tokens e certificados digitais de acesso do Imafir-MT, entidade que figura como vítima e colabora integralmente com as apurações.
FONTE : ReporterMT





