VANESSA MORENO
DO REPÓRTERMT
O vereador de Poxoréu, Túlio César de Oliveira Lima (Republicanos), e Aldo Rodrigues de Souza, apontado como lidenraça de uma facção criminosa, foram indiciados pela Polícia Civil por homicídio qualificado no inquérito que investiga o assassinato de Lavínia Gabrielly Guimarães Coutinho, de 20 anos, morta com dois tiros na cabeça em 10 de maio deste ano, dentro de uma casa noturna em Poxoréu (a 260 km de Cuiabá).
As qualificadoras do homicídio são motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima.
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De acordo com as investigações, o vereador teria atuado no apoio à fuga do executor, enquanto Aldo Rodrigues de Souza é apontado como uma das lideranças responsáveis por coordenar o homicídio.
Segundo o inquérito, Túlio teria recebido informações sobre a movimentação de Lavínia e sobre o local para onde ela seguiria horas antes do assassinato. Ele também teria recebido orientações sobre onde deveria aguardar o executor e chegou a questionar qual motocicleta seria utilizada na fuga.
Após o assassinato, ainda conforme a investigação, Túlio teria utilizado um Hyundai HB20S para retirar o executor da região, depois que ele abandonou a motocicleta usada inicialmente na fuga. As mensagens analisadas pela Polícia Civil também indicariam que ele recebeu e repassou informações relacionadas à logística da ação.
A investigação aponta ainda que, depois do crime, houve comunicação entre os envolvidos para eliminar vestígios digitais. Entre as orientações identificadas estavam a formatação de um aparelho celular, a exclusão do WhatsApp e a utilização de outro número de telefone.
Já Aldo é apontado no inquérito como liderança do crime e responsável por coordenar a ação. Segundo a Polícia Civil, o homicídio teria sido planejado dentro da estrutura de uma facção criminosa, com divisão de tarefas entre os envolvidos para acompanhar a vítima, indicar sua localização, executar os disparos, providenciar a fuga e determinar a morte.
A apuração também identificou que uma liderança da facção, mesmo estando presa, mantinha contato com pessoas em liberdade e exercia influência sobre ações realizadas fora do sistema prisional. Os elementos reunidos pela Polícia Civil apontaram, portanto, para uma atuação coordenada e planejada no assassinato.
Apesar do indiciamento dos dois, a investigação ainda não foi considerada totalmente encerrada. A Polícia Civil instaurou procedimento complementar para continuar a análise dos dados extraídos de celulares e identificar o autor dos disparos.
A Polícia Civil também pretende esclarecer quem teria atraído ou monitorado Lavínia, se houve transmissão da localização dela aos responsáveis pela execução e quem forneceu a motocicleta, a arma de fogo e outros meios utilizados no crime.
Motivação
As investigações apontaram que a vítima mantinha contato com integrantes das forças de segurança e auxiliava a mãe, que prestava serviços no quartel da Polícia Militar.
Integrantes de uma facção criminosa suspeitavam que a jovem repassava informações sobre o tráfico de drogas em Poxoréu.
Segundo a investigação, o homicídio teria sido motivado pela suspeita de que a jovem fornecia informações às forças de segurança sobre a atuação da organização criminosa.
Relembre
Lavínia foi assassinada na noite de 10 de maio, em uma casa noturna de Poxoréu. Conforme as investigações, o assassino chegou ao estabelecimento, atirou duas vezes contra a cabeça da jovem e fugiu.
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Ao longo das investigações, o vereador Túlio foi preso duas vezes. A primeira foi em 14 de julho e a segunda, em 10 de agosto, durante a terceira fase da Operação Véu de Ísis, deflagrada pela Polícia Civil para aprofundar a investigação sobre o homicídio. Na ocasião, foram cumpridas cinco ordens judiciais, sendo três mandados de busca e apreensão e dois de prisão preventiva em Poxoréu, Rondonópolis e Cuiabá.
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FONTE : ReporterMT





