Organizações humanitárias relatam dificuldades de acesso a serviços básicos, incluindo saúde, para parte dos migrantes. Claire Waterhouse, que coordenava uma clínica temporária de Médicos Sem Fronteiras, citou casos de pessoas que não conseguiram atendimento e de situações graves em áreas de deslocamento.
O governo sul-africano rejeita a ideia de uma crise humanitária e diz que a obrigação é prestar apenas atendimento de emergência a imigrantes ilegais. A ministra da Justiça, Mmamoloko Kubayi, afirmou em coletiva: “Não há crise humanitária”.
Marchas, política e resposta policial
Grupos organizados defendem que a saída de imigrantes sem documentos é condição para enfrentar problemas internos, como desemprego e desigualdade. Sandile Dube, porta-voz do movimento March and March, disse ao The Guardian: “Na África do Sul, fizemos um chamado para que imigrantes ilegais desocupem o país primeiro, para que possamos lidar com os problemas do país”.
Uma marcha em Alexandra, em 16 de julho, terminou com portas arrombadas e moradores aterrorizados, enquanto a polícia acompanhava a movimentação. Ketibone Lamola, sul-africana, relatou: “Quando vocês entram aqui e começam a brigar, vocês traumatizam meus filhos”.
A polícia diz que civis não podem exigir documentos de imigração de porta em porta, sob risco de crime. Brenda Muridili, porta-voz da corporação, afirmou: “Ninguém tem permissão para ir de porta em porta exigindo identificação, porque isso equivale a se passar por um agente da lei, o que é um crime”.
noticia por : UOL




