O presidente do Chile, José Antonio Kast, declarou estado de calamidade na região norte do país nesta segunda-feira (20), após uma tempestade bloquear estradas e deixar quase 100 mil pessoas isoladas e 2.200 com danos em suas casas.
As chuvas intensas, que começaram na quarta-feira passada (15), atingem principalmente as regiões de Coquimbo e Atacama, onde precipitações desse volume são incomuns.
Devido ao transbordamento de rios, estradas que ligam diversos povoados foram bloqueadas, e as comunidades ficaram ilhadas.
Já foram registrados cinco mortos, quatro desaparecidos e mais de 1.100 casas destruídas ou gravemente danificadas.
O estado de calamidade declarado permite a mobilização das Forças Armadas, restrições à liberdade de circulação e o envio mais rápido de recursos de ajuda humanitária.
Especialmente na região de Coquimbo, que fica a cerca de 460 km ao norte de Santiago, enchentes, deslizamentos de terra e cortes de energia elétrica causaram interrupções no abastecimento de água potável.
“O que normalmente cai em um mês caiu [no domingo, 19] em uma hora, o que nos leva a classificar este evento como chuva anormal e extrema”, afirmou Máximo Pavez, vice-ministro do Interior.
Segundo Arnaldo Zúñiga, da Direção Meteorológica do Chile, havia duas décadas que o país não enfrentava uma tempestade tão extensa e com tanta chuva.
Segundo comunicado do Ministério da Energia, aproximadamente 150 mil pessoas continuam sem energia elétrica em todo o país.
“A situação superou todas as expectativas. Nossa infraestrutura foi danificada e tivemos que retirar nossa equipe de algumas instalações”, disse Andrés Nazer, gerente regional da empresa Aguas del Valle.
Devido às fortes ondas e rajadas de vento superiores a 100 km/h, dezenas de portos em todo o país restringiram algumas de suas operações como medida de precaução na semana passada.
noticia por : UOL




